Flexibilidade no trabalho ajuda a reter mulheres e reduz intenção de desligamento
A busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem se consolidado como um dos fatores mais importantes para a permanência de talentos nas organizações. Segundo o Workmonitor 2026, estudo global realizado pela Randstad, a flexibilidade de jornada influencia diretamente a decisão de permanecer no emprego para 46% das pessoas entrevistadas.
Embora a remuneração continue sendo um fator relevante para a maioria das profissionais e dos profissionais, o levantamento mostra que aspectos relacionados à qualidade de vida ganham cada vez mais peso nas decisões de carreira. Nesse cenário, modelos híbridos e maior autonomia sobre horários deixam de ser vistos como benefícios complementares e passam a ser considerados elementos essenciais para muitas pessoas.
O impacto é ainda mais significativo para mulheres que conciliam trabalho remunerado e responsabilidades de cuidado. De acordo com Priscila Magalhães, gerente de Delivery da Randstad Operational, organizações que compreendem essa realidade conseguem fortalecer o engajamento e criar condições mais favoráveis para a retenção de talentos.
A discussão ganha relevância em um contexto em que a maternidade continua influenciando trajetórias profissionais. Diversos estudos apontam que mulheres seguem concentrando a maior parte das atividades de cuidado dentro das famílias, o que torna políticas de flexibilidade um importante instrumento para ampliar condições de permanência e desenvolvimento profissional.
Retenção de talentos e cultura organizacional
Os resultados do Workmonitor 2026 também reforçam uma mudança observada nos últimos anos. Benefícios relacionados à qualidade de vida, bem-estar e flexibilidade passaram a ter papel decisivo na atração e retenção de profissionais experientes.
Para as empresas, isso significa olhar para a gestão de pessoas de forma estratégica. Ambientes que oferecem autonomia, confiança e maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho tendem a reduzir a rotatividade e preservar conhecimentos acumulados pelas equipes.
O desafio para as organizações
Mais do que adotar modelos híbridos, o desafio está em construir culturas organizacionais capazes de reconhecer diferentes realidades e necessidades.
Quando políticas de flexibilidade são acompanhadas por lideranças preparadas e ambientes inclusivos, elas podem contribuir para reduzir barreiras enfrentadas por mulheres, especialmente aquelas que acumulam responsabilidades de cuidado.
Nesse sentido, promover equilíbrio entre vida profissional e pessoal não beneficia apenas as pessoas colaboradoras. Também fortalece a capacidade das organizações de atrair, desenvolver e reter talentos no longo prazo.
Com informações da Exame
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