Movimento Pela Vida das Mulheres reforça o papel da conscientização no enfrentamento à violência de gênero
Reconhecer uma situação de violência é um passo fundamental para enfrentá-la. No entanto, muitas brasileiras ainda têm dificuldade para identificar e nomear agressões vivenciadas no ambiente doméstico e familiar. É nesse contexto que o Instituto Natura, ligado à Natura, empresa associada ao Movimento Mulher 360, e a Avon lançaram o Movimento Pela Vida das Mulheres, em parceria com o Senado Federal, o Instituto Maria da Penha, o Grupo Mulheres do Brasil, a Gênero e Número e a NO MORE Brasil.
Com atuação prevista até 2035, a iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a violência de gênero, fortalecer a capacidade de prevenção e orientar a sociedade sobre formas seguras de agir diante de situações de violência. A proposta também reforça que o enfrentamento do problema envolve diferentes setores da sociedade, incluindo as empresas.
Reconhecer a violência é parte do enfrentamento
Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, realizada pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, ajudam a dimensionar esse desafio.
Quando questionadas espontaneamente sobre terem sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, 4% das brasileiras com 16 anos ou mais relataram ter passado por uma situação desse tipo. Quando apresentadas a 13 situações concretas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, porém, esse percentual subiu para 33%.
A diferença representa cerca de 24 milhões de brasileiras que só reconheceram a violência vivenciada depois de serem estimuladas a identificar situações específicas de agressão, controle, humilhação ou restrição de direitos.
O conhecimento sobre os mecanismos de proteção também permanece limitado. Oito em cada dez brasileiras com 16 anos ou mais afirmam conhecer pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026.
Conheça mais sobre a campanha Somos Maiores que a Violência
A primeira mobilização pública do Movimento Pela Vida das Mulheres é a campanha Somos Maiores que a Violência, criada pelo Instituto Natura e pela Avon. A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado em 2025 com a campanha Chame pelo Nome, que buscou ampliar o reconhecimento de formas de violência muitas vezes naturalizadas ou invisibilizadas, como a violência moral e patrimonial.
Neste ano, a proposta avança do reconhecimento para a ação, reunindo informações e orientações sobre como apoiar uma mulher em situação de violência de maneira responsável e segura.
A página da campanha reúne dados, conteúdos e materiais para compartilhamento, com orientações sobre diferentes formas de violência e caminhos de apoio. O objetivo é ampliar o acesso à informação e contribuir para que mais pessoas reconheçam situações de violência e saibam como agir.
Acesse a página da campanha Somos Maiores que a Violência e confira os conteúdos do Agosto Lilás.
O papel das empresas no enfrentamento à violência
O ambiente corporativo também pode fazer parte dessa rede de prevenção e proteção. Além de promover informação e conscientização, as organizações podem criar políticas, canais de apoio e condições para que profissionais em situação de violência encontrem acolhimento e orientação.
A atuação do Instituto Natura é um exemplo de como empresas podem contribuir para essa agenda ao apoiar iniciativas voltadas à conscientização e ao fortalecimento dos direitos das mulheres. A experiência também reforça a importância de tratar o enfrentamento à violência como uma agenda contínua, que ultrapassa campanhas pontuais e datas de mobilização.
Para o ambiente corporativo, esse compromisso envolve reconhecer que situações de violência podem afetar a segurança, a saúde, a autonomia e a trajetória profissional das colaboradoras. Por isso, ações de prevenção, informação, acolhimento e articulação com redes especializadas podem integrar uma estratégia mais ampla de promoção da equidade de gênero.
Essa agenda também está presente nas práticas compartilhadas pelo Movimento Mulher 360. No Banco de Práticas, é possível conhecer outras iniciativas desenvolvidas por empresas associadas para prevenir e enfrentar diferentes formas de violência contra as mulheres.
Com informações do Instituto Natura e do Meio&Mensagem
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