Fórum Econômico Mundial destaca avanço sustentável da liderança feminina e os desafios da IA
Realizado em Davos, na Suíça, o evento contou com a presença de executivas brasileiras, que compartilharam reflexões centrais sobre o futuro do trabalho. A 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, realizada recentemente em Davos, na Suíça, reforçou uma mensagem urgente para o mercado global. Não existe um futuro sustentável ou próspero sem a redução das desigualdades de gênero.
Sob o tema da cooperação e da inovação, o evento reuniu lideranças globais e uma expressiva delegação de executivas brasileiras para debater como a liderança feminina e a tecnologia influenciam os rumos do trabalho.
Os debates reforçaram que a equidade de gênero é também um imperativo econômico. De acordo com relatório de 2024 do Banco Mundial, eliminar essa disparidade poderia elevar o PIB global em mais de 20%, o que significaria dobrar a taxa de crescimento mundial na próxima década.
Nesse contexto, a atuação de mulheres em posições estratégicas ganha ainda mais relevância. “Elas têm sido chamadas a liderar justamente pela capacidade de integrar crescimento econômico, impacto social e decisões mais inclusivas”, afirma Fabi Saad, fundadora da plataforma Mulheres Positivas.
Outro tema central do encontro foi o impacto da Inteligência Artificial. Embora a previsão indique um saldo positivo de 78 milhões de empregos até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial, os riscos associados à automação tendem a afetar de forma mais intensa as mulheres. “Sem diversidade na liderança e sem diálogo com quem está fora dos centros de poder, a tecnologia pode ampliar desigualdades em vez de reduzi-las”, alerta Fabi Saad.
O painel The Future of Inclusion trouxe uma reflexão crítica sobre os critérios de avaliação de talentos. Para Juliana Noronha, do Todas Group, o fortalecimento da governança é essencial. “Não há meritocracia sem critérios claros e consistentes nos processos de contratação, promoção e avaliação de desempenho”, afirma.
As discussões também abordaram cinco grandes desafios globais que atravessam diferentes setores. Entre eles estão a cooperação em um cenário marcado por disputas geopolíticas, a busca por novas fontes de crescimento, o investimento em pessoas, a implementação responsável da inovação e a construção de prosperidade dentro dos limites do planeta.
O evento contou com a participação de executivas brasileiras como Juliana Noronha, Chief Innovation Officer do Todas Group; Fabi Saad, fundadora da plataforma Mulheres Positivas; Luana Ozemela, Chief Sustainability Officer do iFood; e Ruth Helena Lima, CMO do Banco da Amazônia. As representantes destacaram reflexões importantes sobre liderança e o futuro do trabalho.
Em 2026, o Fórum teve como tema principal “Um Espírito de Diálogo” e reuniu cerca de 3 mil lideranças de mais de 130 países. Mais informações sobre a 56ª edição do Fórum Econômico Mundial estão disponíveis no site oficial da organização.
Com informações da Forbes e do Fórum Econômico Mundial