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54% das empresas brasileiras de capital aberto possuem pelo menos uma mulher no conselho

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Foto de um grupo diverso de pessoas reunidas em uma sala de reuniões. No centro, há uma mulher em pé fazendo uma apresentação.

Mais da metade das companhias que participam da Bolsa de Valores oficial do Brasil (B3) possuem pelo menos uma mulher em seus conselhos de administração. É a primeira vez que o estudo “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais” do ACI Institute, em parceria com a KPMG Brasil, registra esse número. O recorte de gênero dentro do levantamento é feito desde 2013, e, desde então, teve um crescimento de cerca de 63% da presença feminina.

No primeiro ano, elas representavam 33% das cadeiras, enquanto em 2020 chegaram a ocupar 54%. Em comparação a 2019, houve um aumento de 15%. O estudo também aponta que a porcentagem de cargos ocupados por executivas passou de 9,5% para 11% em 2020. Em 2013, a representatividade era de 5,6%.

“É necessário celebrar o progresso, mais empresas estão incluindo mulheres, mas o número ainda é muito baixo. Isso quer dizer que quando a vaga surgir, a empresa deve ter como objetivo preenchê-la com uma mulher preparada. Essas mulheres existem, mas não necessariamente são facilmente encontradas pela rede e contatos tradicionais do mercado – que foi construída por homens”, explica Regina Madalozzo, professora associada do Insper e PhD em Economia, em entrevista ao portal InfoMoney sobre o estudo.

“Essa reflexão e avaliação que precede a tomada de decisão de trazer mais mulheres em si pode tornar mais consistente e rápida a busca. Quando os diretores e membros do conselho entendem a importância de ideias diversas, o assunto ganha espaço e prioridade na gestão”, complementa.

A análise também demonstra que com a pressão dos investidores e stakeholders para a adesão da agenda ESG, sigla que representa a busca por melhores práticas ambientais, sociais e de governança e que virou referência no mundo dos investimentos, deve se ter um avanço do ponto de vista da diversidade.

“Diversidade, inclusão e equidade já são critérios decisivos para a destinação ou não de investimentos em uma empresa. Dentro desse cenário, ter uma prática de governança corporativa sólida faz com que as empresas não só se adaptem a essa nova realidade repleta de desafios, mas se estruturem pensando na sua perenidade”, afirma Sidney Ito, CEO do ACI Institute e sócio da KPMG no Brasil.

“Mas não adianta a empresa contratar mais mulheres, eleger mulheres para cargos de alto escalão, ou defender outra bandeira de diversidade, se internamente a empresa não tem preocupação de verdade com o tema. Ou seja, precisa estar embutido no modelo de negócio, nos processos internos, na forma de liderar os funcionários”, ressalta o executivo.

Para ler o estudo “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais” na íntegra, acesse: https://bit.ly/3t2JwZx.

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Com informações da InfoMoney e KPMG Brasil.

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