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“Se é importante para a sociedade, é importante para o Grupo Boticário!”, diz Renato Amendola

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Arte em fundo branco com a ilustração de duas mulheres e dois homens segurando uma bandeira com as cores do arco-íris, que representa a bandeira do orgulho LGBTQI+

O estudo Oldiversity®, desenvolvido pelo Grupo Croma, revela que o público LGBTQI+ ainda sobre discriminação pela sua orientação sexual e deseja maior participação no mercado de trabalho. Mais diversidade nas marcas, nas empresas e em propagandas são algumas das ações apontadas pelas pessoas entrevistadas como alternativas para contribuir para uma sociedade mais tolerante e inclusiva.

É dentro desse tema que o Grupo Boticário, uma das companhias mais lembradas por abordar a diversidade LGBTQI+ em campanhas publicitárias, tem feito a diferença.

“Se é importante para a sociedade, é importante para o Grupo Boticário! Sabemos que diversidade é uma jornada, e entendemos que temos um papel importante na posição de um dos maiores ecossistemas de beleza do Brasil e do mundo”, diz Renato Amendola, que é o gestor de D&I do Grupo.

“Nossos pilares de atuação estão focados em garantir representatividade, equidade e inclusão nas nossas comunicações, portfólio de produtos e pessoas, além de um impacto social direto em comunidades que atuamos”, complementa.

Em celebração ao Dia do Orgulho LGBTQI+, comemorado em todo o mundo no dia 28 de junho, o Movimento Mulher 360 entrevista o executivo que compartilha parte da trajetória da companhia dentro dessa pauta, e dá dicas de como criar um ambiente de trabalho seguro e que valorize as pessoas por quem elas são. Confira.

MM360 – Desde 2015, o Grupo Boticário tem quebrado barreiras ao trazer o protagonismo de casais LGBTQI+ em suas campanhas publicitárias. De que forma esse posicionamento, que acaba atingindo milhares de pessoas, tem impactado dentro e fora da empresa?
Se é importante para a sociedade, é importante para o Grupo Boticário! Sabemos que diversidade é uma jornada e entendemos que temos um papel importante na posição de um dos maiores ecossistemas de beleza do Brasil e do mundo.

O protagonismo dos casais LGTBI+ nas nossas campanhas veio acompanhado de uma ação grande interna, que culminou, em 2019, na criação de cinco grupos de afinidade, os GAs, e cada um deles atua internamente dentro de uma dimensão da diversidade: raça e etnia, pessoas com deficiência, gênero, gerações e LGBTI+; além do estabelecimento de metas e compromissos em todas as dimensões de diversidade que atuamos.

Acreditamos que a construção de uma empresa aberta para a diversidade é o único caminho para se estabelecer um negócio sustentável, que respeite a sociedade e todas as pessoas, e os resultados, até aqui, estão sendo muito positivos.

MM360 – Como o GB se posiciona internamente com relação aos direitos e à inclusão da comunidade LGBTQI+? Quais foram as ações determinantes para a equidade de oportunidades dentro desse pilar?
O grupo “Orgulho GB”, grupo de afinidade focado na causa LGBTI+, tem participação ativa em todas as decisões que o Grupo Boticário toma em relação à diversidade, além de participarem da criação de campanhas e produtos. A voz desse grupo é ouvida sempre por acreditarmos que esse olhar é fundamental para que as ações sejam de fato inclusivas e atendam às necessidades dessa população.

Em 2021, uma ação do Grupo Boticário para todos seus colaboradores impactou também positivamente a vida das pessoas LGBTI+ da companhia. Anunciamos em abril que a implantação da licença parental universal entrará em vigor no segundo semestre de 2021. Desta forma, pais, sejam do grupo LGBTI+ ou não, têm o direito de tirar 4 meses de licença remunerada para estarem ao lado da criança, incluindo os adotivos. As mães seguem com o benefício de terem 180 dias de licença. Acreditamos que esta mudança é significativa e conversa com o que acreditamos, a construção de uma sociedade mais equânime.

Nossos pilares de atuação estão focados em garantir representatividade, equidade e inclusão nas nossas comunicações, portfólio de produtos e pessoas, além de um impacto social direto em comunidades que atuamos.

MM360 – Quais recomendações você indica para a criação de um ambiente de trabalho seguro e que valorize as pessoas por quem elas são?
Há algumas barreiras a serem quebradas. Infelizmente ainda vivemos numa sociedade que carrega preconceitos e tabus. Felizmente isso vem mudando e para isso, como acontece no Grupo Boticário, é fundamental contar com o apoio integral das lideranças. Aqui sempre estiveram firmes a favor das iniciativas lançadas para valorizar os colaboradores LGBTI+, tornando o ambiente o melhor possível para que todos possam ser quem são, sem barreiras de qualquer espécie. Para isso, realizamos com frequência fóruns e debates para trazer o tema a todos os colaboradores e, assim, manter o ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

MM360 – A baixa representatividade LGBTQI+ em cargos de liderança pode acabar transmitindo a mensagem de que não é possível avançar na carreira devido à orientação sexual. De que forma as empresas, assim como os profissionais, independentemente de fazerem parte dessa comunidade, podem mudar esse cenário?
Infelizmente perguntar sobre orientação sexual e identidade de gênero ainda é um tabu para as empresas. Em alguns casos, assumir a orientação ou identidade de gênero pode impedir progressos na carreira porque ainda existe muito preconceito, que é estrutural e afeta a todos nós. Para diminuirmos essa barreira, estamos cada vez mais ampliando os fóruns internos para reforçar o ambiente seguro em que estamos e que nunca haverá qualquer impeditivo para crescimento na empresa para profissionais LGBTI+, além do estabelecimento de metas.

MM360 – O que falta ainda para que as empresas assumam de fato um compromisso genuíno com a promoção da causa LGBTQI+?
O desafio extrapola as empresas… é da sociedade como um todo! E a jornada da diversidade é longa – afinal, são muitos e muitos anos de construção de uma cultura que favorece apenas uma parcela das pessoas, mas acredito que a maioria das empresas já começou a trilhar esse caminho, puxadas pelos movimentos sociais. Estão mais atentas ao tema, à importância de se tratar de diversidade não só para fora, mas olhando para dentro também. Esse é o primeiro passo. A partir daí, com a conscientização das lideranças e adoção de práticas e ações perenes, a promoção da causa vai crescer no meio corporativo, se tornando de fato genuína e constante.

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