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Profissionais que são mães estão menos satisfeitas que pais e líderes no ambiente de trabalho

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Foto de uma mulher sentada na bancada de uma cozinha segurando uma criança que está em pé no seu colo.

A consultoria Filhos no Currículo, em parceria com o Movimento Mulher 360 e o Talenses Grupo, acaba de divulgar os resultados da pesquisa Mapeando um Ambiente Pró-família nas Organizações. Segundo o levantamento, as profissionais que são mães estão menos satisfeitas que os pais e as liderança quando o assunto é acolhimento no ambiente de trabalho.

Dados indicam que 90% dos pais acreditam que a empresa na qual trabalham é um bom lugar para as mães trabalharem. Mas, quando a mesma pergunta é feita para essas mães, o índice vai para 68%. A diferença também acontece entre a liderança (83%) e colegas de profissionais com filhos (80%).

“A carga mental acumulada nas mulheres gera esse impacto na satisfação e percepção. Além disso, de maneira geral, os dados parecem otimistas, mas mudam quando os temas são aprofundados”, diz Michelle Terni, cofundadora da consultoria Filhos no Currículo e idealizadora da pesquisa, em entrevista para a revista Exame.

Liderança acolhedora e empática foram os principais requisitos apontados como iniciativas socioemocionais desejáveis para se ter um ambiente pró-família dentro das organizações. Em seguida está a recepção no retorno da licença, preparação para a licença maternidade, mentorias de carreira após a chegada dos filhos, apoio psicológico e, por fim, programas de acompanhamento para gestantes e parceiros. Com relação aos benefícios essenciais, a maioria apontou a jornada de trabalho flexível em primeiro lugar, superando a licença maternidade e paternidade estendida, o auxílio-creche e o plano de saúde incluindo os dependentes.

“Para que as mães e pais sejam de fato acolhidos no ambiente de trabalho é preciso a estruturação de políticas efetivas, que considere as necessidades de cada profissional e os respeite nas diferentes etapas da parentalidade”, recomenda a executiva.

“A realidade começará a mudar quando as empresas ampliarem a pauta, deixando de falar somente para e com a mulher, e passarem a abrir diálogo e propor benefícios e políticas para a família, em seus vários formatos possíveis”, complementa.

Com informações da Exame.

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