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Pandemia causa retrocesso de mais de 10 anos nos níveis de participação feminina no mercado de trabalho

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Foto de uma mulher sentada em uma cadeira. Ela está com a mão direita encostada no rosto enquanto a esquerda segura uma caneta. Em cima da mesa há um laptop e alguns livros.

Novo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), mostra como a pandemia da Covid-19 tem impactado negativamente as ocupações e condições de trabalho das mulheres nessas regiões.

Segundo o documento, os reflexos sentidos por elas já representam um retrocesso de mais de uma década nos avanços alcançados em equidade de gênero no mercado de trabalho.

Ao comparar 2020 com 2019, houve uma queda de 6% no índice de mulheres empregadas. No ano anterior, a taxa de desemprego entre elas atingiu 12%. Esses números impactaram diretamente no PIB (Produto Interno Bruto) regional que diminuiu 7,7%. Nesse contexto, a CEPAL estima que cerca de 118 milhões de mulheres latino-americanas estejam em situação de pobreza, o que representa 23 milhões a mais do que em 2019.

Dados apontam, ainda, que 56,9% das mulheres na América Latina e 54,3% no Caribe ocupam vagas em setores onde é previsto um maior efeito negativo em termos de emprego e de renda por causa do coronavírus. O fechamento de fronteiras, as restrições à mobilidade e a queda do comércio internacional são alguns dos fatores que impactam as trabalhadoras e empresárias vinculadas aos setores do comércio, turismo e manufaturas.

O turismo, por exemplo, área em que 61,5% dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, sofreu uma contração importante, que afetou principalmente os países do Caribe, onde uma em cada 10 vagas são ocupadas por elas.

Durante a apresentação do relatório para a imprensa, a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, destacou a urgência de reforçar as políticas de emprego e assegurar a participação feminina em outros setores da economia.

Nesse contexto, “é urgente promover processos de transformação digital inclusivos que garantam o acesso delas às tecnologias, potencializem suas habilidades e revertam barreiras socioeconômicas fortalecendo a autonomia econômica”, aponta a executiva.

“Além de ter a perspectiva de gênero em todas as políticas de recuperação, são necessárias ações afirmativas no âmbito das políticas fiscais, do trabalho, produtivas, econômicas e sociais que protejam os direitos das mulheres alcançados na última década. Desta forma será possível evitar retrocessos e enfrentar as desigualdades de gênero no curto, médio e longo prazo”, conclui.

Para conferir o Relatório Especial Covid-19 nº9: A autonomia econômica das mulheres na recuperação sustentável e com igualdade, acesse: https://bit.ly/3uczIOv.

Com informações da CEPAL e do UOL.

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