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Nova geração de líderes políticos é mais empática e humana

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Foto posada de Jacinda Ardern falando em um microfone em um púlpito de madeira com uma bandeira da Nova Zelândia ao fundo. Crédito da foto: Getty Images/Hagen Hopkins

Muitos líderes, independente do gênero, subiram ao poder projetando qualidades tradicionalmente masculinas como agressividade e teimosia para dominar a oposição e garantir seu espaço. Demonstrar vulnerabilidade dentro da política também era algo percebido como fraqueza, e um sinal de que a pessoa não era capaz de governar. Hoje, porém, esse tipo de líder político enfrenta o desafio de se manter no poder devido à nova geração como Jacinda Ardern – que preza pela autenticidade, empatia e ousadia.

Suas proezas legislativas e a forma com que lidou com a pandemia do Covid-19 impulsionaram seu partido a sucessos históricos sob o atual sistema eleitoral do seu país. Isso porque ela deixa evidente para a população que suas decisões são baseadas em escolhas que acredita serem corretas e morais, mas que também leva em consideração a sua intuição. Ardern tem mostrado que usar emoções em momentos decisivos traz resultados populares e, desta forma, reforça que seu estilo político está enraizado na humanidade.

Ao invés de ser uma líder teimosa e agressiva, Jacinda Ardern ouve quem ela representa e comunica suas decisões com moral e empatia em mente. Ao mesmo tempo, ainda é forte o suficiente para tomar medidas potencialmente controversas e decisivas. Sua escolha ativa em abraçar a empatia, a moralidade e a abertura, qualidades tradicionalmente femininas, é o que a torna um exemplo perfeito de como os líderes do futuro devem ser.

O estilo político de Ardern é um modelo de como os líderes eficazes e modernos podem se esforçar para ser, especialmente à medida que as próximas gerações e mais mulheres jovens concorrem a cargos políticos em todo o mundo. O surgimento de líderes semelhantes a Ardern, como Sanna Marin, primeira-ministra da Finlândia, e Katrin Jakobsdottir, primeira-ministra da Islândia, demonstram que essa mudança nos estilos é uma tendência crescente. Os futuros líderes não estão mais presos às expectativas e restrições da masculinidade, mas, agora, podem abraçar todas as qualidades que possuem e expressar a humanidade que muitas vezes falta à política.

Presença feminina na política brasileira

Desde o início da República, em 1889, o Brasil teve uma única presidente, Dilma Rousseff, e apenas 16 governadoras mulheres. Dessas, só oito foram eleitas para o cargo, as demais eram vice-governadoras que ocuparam o posto com a saída do titular.

As oito eleitas governaram seis estados — Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Rio Grande do Sul —, sendo três delas no Rio Grande do Norte. O estado nordestino é pioneiro na participação feminina na política. Foi o primeiro, em 1927, a autorizar as mulheres a votarem e serem votadas. Também foi, em 1928, o primeiro do País a eleger uma prefeita: Alzira Soriano, na cidade de Lajes.

Apenas com o Código Eleitoral de 1932, há 90 anos, o voto feminino foi autorizado em todo o Brasil. As brasileiras então puderam ir às urnas e eleger seus representantes. Entre eles, elegeu-se uma mulher, Carlota Pereira de Queirós, em São Paulo, deputada pioneira do Parlamento.

Atualmente, elas são 53% do eleitorado e ocupam menos de 15% dos cargos eletivos.

Com informações da Agência Senado e da Harvard Political Review.

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