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Mulheres na liderança promovem mais ações de Diversidade, Equidade e Inclusão nas empresas durante a pandemia

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Foto de mulheres em um escritório, duas delas estão sentadas e outras duas estão em pé

Um ano e meio após o início da pandemia da Covid-19, apesar de importantes avanços em representatividade, as mulheres estão cada vez mais esgotadas e sobrecarregadas, principalmente se compararmos aos homens. Apesar desse estresse e exaustão adicionais, a liderança feminina tem feito mais para apoiar suas equipes e promover a diversidade, a equidade e esforços de inclusão, mas esse trabalho ainda não é reconhecido e nem recompensado pela maioria das empresas. Essas são algumas das conclusões do relatório Women in the Workplace 2021, realizado pela McKinsey & Co em parceria com a LeanIn.Org.

Nos últimos cinco anos, a representação feminina aumentou em todos os níveis, segundo o relatório. As mulheres passaram a ocupar quase 50% de todos os empregos de nível básico e cerca de um quarto dos cargos executivos, cada um com alguns pontos percentuais a mais do que em 2016.

Apesar deste ganho, há outros dados que merecem atenção, como a resposta de um terço das entrevistadas que relataram terem considerado reduzir sua jornada de trabalho ou abandonar o mercado de trabalho por completo. As participantes também se mostraram mais propensas a relatar casos de burnout do que os entrevistados do gênero masculino.

“Nossas preocupações são o impacto do esgotamento pela pandemia nas mulheres a longo prazo e o que as empresas precisam fazer em resposta”, disse Rachel Thomas, cofundadora e diretora executiva da Lean In.

Por outro lado, a liderança feminina foi apontada como campeã de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Isso porque times liderados por mulheres afirmam ter suporte emocional e ajuda para lidar com questões da vida profissional com mais frequência durante a pandemia.

As líderes seniores também têm maior probabilidade de assumir trabalhos formais e informais com intuito de promover a diversidade e a inclusão em suas organizações, além de serem mais propensas a assumir o papel de aliadas a ponto de orientar profissionais negras em suas carreiras, defender novas oportunidades para elas e enfrentar ativamente a discriminação sofrida por grupos minoritários.

O trabalho que as líderes têm feito no último ano tem gerado melhores resultados para todas as pessoas da empresa, porém tem passado despercebido. Segundo o relatório, menos de um quarto das organizações têm reconhecido essas atitudes de maneira substancial em avaliações formais, como análises de desempenho.

O Women in the Workplace aponta, ainda, que houve pouca melhora para as mulheres negras dentro do mercado corporativo. Elas continuam a enfrentar um número maior de microagressões e são muito mais propensas a não terem aliados ao longo de suas carreiras. Dados os desafios do dia a dia que enfrentam, não é nenhuma surpresa que as participantes do levantamento sejam menos otimistas do que as mulheres brancas sobre o compromisso de suas empresas com a DEI.

A publicação também traz informações relativas às mulheres da comunidade LGBTQI+ e as que possuem deficiência – grupo este que tem muito mais probabilidade de ter as competências desafiadas ou prejudicadas no trabalho do que as mulheres em geral.

Para melhorar a representação de todas as mulheres no universo corporativo, as empresas precisam reduzir o preconceito nas avaliações e promoções, e responsabilizar líderes e gerentes pelo progresso. Mas a diversidade em números não é suficiente, segundo a pesquisa. As organizações também precisam criar uma cultura que aproveite totalmente os benefícios da diversidade – um ambiente no qual as mulheres, e todos os colaboradores, se sintam confortáveis ​​para trazer suas ideias, perspectivas e experiências exclusivas para a mesa.

Leia o documento na íntegra em https://bit.ly/3viQMTY.

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