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Mulheres continuam sub-representadas em várias áreas do mercado de trabalho

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Em todo o mundo, nas mais diversas áreas, as mulheres ainda são sub-representadas. A participação igualitária das mulheres na sociedade não só é um direito fundamental como peça-chave para o desenvolvimento e crescimento da sociedade.

Para a ONU Mulheres, em artigo publicado em março deste ano, “mulheres e meninas são essenciais para as soluções dos maiores desafios enfrentados mundialmente hoje, e devem ser ouvidas, valorizadas e celebradas”.

O Fórum Econômico Mundial (WEP), em seu último relatório, alertou para o aumento da desigualdade de gênero no trabalho, e apontou que, no ritmo atual, serão necessários 257 anos para mudar este cenário.

Para refletir sobre o tema, o Movimento Mulher 360 traz alguns dados levantados pela ONU Mulheres sobre a presença feminina em alguns setores. Confira.

Mulheres na política

A representação política das mulheres em todo o mundo dobrou nos últimos 25 anos. No entanto, elas continuam a ser sub-representadas nas mais altas posições políticas. Em outubro de 2019, havia apenas 10 mulheres Chefes de Estado e 13 mulheres Chefes de Governo em 22 países, em comparação com quatro Chefes de Estado e oito Primeiros Ministros em 12 países, em 1995.

Mulheres no mercado de trabalho

Em junho de 2019, a Fortune 500 – lista anual compilada e publicada pela revista Fortune que contém a 500 maiores corporações dos Estados Unidos – atingiu um marco com o maior número de mulheres CEOs já registradas na história. Apesar do aumento ser algo positivo, ainda há muito que avançar, já que dos 500 executivos-chefes que lideram as empresas com maior receita, pouco menos de 7% são mulheres.

Ao analisar a força de trabalho como um todo, a diferença de gênero na participação da força de trabalho entre os adultos em idade ativa (25 a 54) estagnou nos últimos 20 anos. Mesmo as mulheres atingindo maior qualificação profissional, os homens ainda são a maioria em determinados cargos.

Também pesam sobre elas a maior parte dos trabalhos não remunerados, como cuidar da casa, dos filhos e de familiares próximos. Nos países em desenvolvimento, inclui-se tarefas árduas como a coleta de água, feitas por mulheres e meninas ​​em 80% das famílias que não têm acesso ao recurso.

Mulheres na Cultura e na Ciência

O Prêmio Nobel, realizado desde 1901, reconheceu mais de 900 indivíduos no decorrer de sua história, e somente 53 deles eram mulheres. Embora elas estejam por trás de várias descobertas científicas, apenas 30% dos pesquisadores em todo o mundo e 35% de todos os estudantes matriculados nos campos de estudo relacionados ao STEM, são mulheres.

Mulheres no Jornalismo

Quando se trata de igualdade de gênero na mídia, o progresso parou. De acordo com o maior estudo sobre o retrato, a participação e a representação de mulheres no setor nos últimos 20 anos, em 114 países, apenas 24% das pessoas ouvidas, lidas ou vistas em jornais, televisão e rádio são mulheres.

Apesar da promessa democratizante da mídia digital, a fraca representação das mulheres na mídia tradicional também se reflete nesse campo. Elas representam apenas 26% das pessoas em notícias da Internet e tweets de notícias da mídia.

Apenas 4% das notícias tradicionais e digitais desafiam claramente os estereótipos de gênero. Entre outros fatores, os estereótipos e a sub-representação das mulheres na mídia desempenham um papel significativo na formação de atitudes prejudiciais de desrespeito e violência em relação às elas.

Mulheres no entretenimento

O cinema e a televisão têm uma poderosa influência na formação das percepções e atitudes culturais em relação a gênero, e são fundamentais para mudar a narrativa da agenda de equidade.

No entanto, uma análise de filmes populares em 11 países descobriu, por exemplo, que 31% de todos os personagens com diálogos eram mulheres e que apenas 23% apresentavam uma protagonista feminina – um número que espelhava de perto a porcentagem de mulheres cineastas (21% ).

A sub-representação grosseira de mulheres na indústria cinematográfica também é evidente em prêmios aclamados pela crítica: nos 92 anos de história do Oscar, apenas cinco mulheres foram nomeadas para a categoria de Melhor Direção; e somente uma mulher – Kathryn Bigelow – já ganhou. Jane Campion continua sendo a única diretora mulher a ganhar o prêmio de maior prestígio do Festival de Cannes, o Palma de Ouro, em seus 72 anos de história.

As únicas mulheres que receberam o prêmio – mas em conjunto – foram as atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux, com o diretor masculino do filme, Abdellatif Kechiche.

Se uma imagem vale mais que mil palavras, a mensagem vale um milhão: para mudar as noções estereotipadas de gênero e refletir a realidade feminina, precisamos de mais mulheres no cinema, na tela e fora dela.

Mulheres na Culinária

Apesar de as mulheres receberem papéis estereotipados na cozinha de casa, os escalões superiores da indústria de restaurantes permaneceram relativamente fechados para as cozinheiras. Conforme detalhado no documentário A Fine Line, elas geralmente precisam superar a discriminação ativa e navegar por uma cultura que glorifica a masculinidade e tolera o assédio.

Combinando horas de trabalho longas, imprevisíveis e inflexíveis, políticas hostis de assistência à família e filhos. e salários mais baixos, as mulheres enfrentam enormes desafios ao ingressar no negócio de restaurantes. Os números coincidem com a história: hoje, pouco menos de 4% dos chefs com três estrelas Michelin (a classificação mais alta) no proeminente guia de restaurantes são mulheres.

Com informações da ONU Mulheres

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