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Fundos investem em ações de empresas com mais mulheres

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Foto de um grupo de pessoas de diferentes etnias e idades em uma sala, todos sentados, olhando em direção a uma mulher que está em pé e faz uma apresentação.

Em março de 2022, mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, o banco Safra anunciou o lançamento do fundo “Mulheres na Liderança”, o ELAS11, reforçando uma tendência de investimentos focados em ações de empresas que contam com participação relevante de mulheres em suas lideranças como diretoras ou conselheiras, ou que tenham políticas de diversidade de gênero em seus quadros.

Apesar da demanda crescente de uma parte dos investidores por opções de aplicações comprometidas com a agenda ESG (do inglês Enviromental, Social and Governance que, traduzido, está relacionado com aspectos ambientais, sociais e de governança), ainda são poucas as empresas listadas na bolsa de valores brasileira que têm um número mínimo de profissionais do gênero feminino no alto escalão.

Só duas das 90 empresas do Ibovespa, por exemplo, têm CEOs mulheres, enquanto 85% das cadeiras dos conselhos de administração são ocupadas por homens, de acordo com um levantamento feito pela Teva Índices.

“A quantidade de companhias listadas nos Estados Unidos e outros mercados mais desenvolvidos é enorme, enquanto o Brasil mal tem 400; já começamos com um problema de quantidade”, diz Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em entrevista ao portal CNN Brasil sobre o tema.

Ela destaca também que, como a amostra é ainda muito pequena em território nacional, acaba dificultando a mensuração do quanto os fundos dedicados às lideranças femininas conseguem, de fato, ter uma performance melhor do que o mercado tradicional.

“Também há muita diferença setorial. Empresas de varejo e consumo, por exemplo, têm mais participação de mulheres do que petroleiras ou siderúrgicas, e não dá para separar ainda se as diferenças de desempenho acontecem por conta da política de diversidade dessas companhias ou por efeitos de cada setor”, ressalta a pesquisadora.

Além do ELAS11, existem os fundos BB Ações Equidade e BB Ações Equidade Private, lançados em 2018 pelo Banco do Brasil, e que também são direcionados para empresas com lideranças femininas.

Com informações da CNN Brasil.

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