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Thaisa Thomaz

Mini Bio

Thaisa Thomaz é mãe do Leonardo e está há 7 anos na PepsiCo. Atualmente, ocupa o cargo de Diretora de Recursos Humanos e lidera a agenda de Talentos com foco em Atração e Desenvolvimento, Diversidade, Equidade e Inclusão, Cultura, Gestão da Mudança e Employee Value Proposition (EVP). Dentre seus principais talentos estão persistência, flexibilidade, comunicação e carisma, que são usados intencionalmente para potencializar essa jornada de impacto ilimitado dentro e fora da companhia. Hoje, com mais de 17 anos de experiência na área de recursos humanos, tem amplo conhecimento dos setores de Bens de Consumo, Consultoria, Banco, Varejo e Mineração. Em sua trajetória conta com atuações como Faculty na Accenture Management Consulting University e Gerando Falcões.

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Equidade de gênero nas empresas: como as ações dessa agenda promovem benefícios e avanços para a sociedade

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O primeiro passo para avançarmos na agenda de equidade de gênero, principalmente no que diz respeito à inclusão e à promoção de mulheres no mercado de trabalho, é reconhecer que há um desequilíbrio social latente e que se faz necessário traçar um plano de ação com iniciativas efetivas que reflitam nas relações de trabalho e impactem a sociedade. Como base dessa conversa, os dados do Global Gender Gap Report 2021 do Fórum Econômico Mundial mostram que a paridade de gênero retrocedeu no mundo todo e que serão necessários 136 anos para que a equidade salarial entre homens e mulheres seja alcançada. Diante de informações como essa, o que podemos fazer para mudar o cenário e contribuir para o avanço como sociedade (com urgência)?

Enquanto mulher, mãe, profissional e tantos outros papéis que me cabem – além de atuar na área de Recursos Humanos como guardiã da estratégia de diversidade – acredito que todas as empresas, independentemente do seu tamanho, podem e devem agir para mover o ponteiro e garantir a paridade de gênero de forma acelerada (uma ambição que me faz levantar todos os dias e trabalhar de forma intencional nessa agenda transformadora). Penso isso acontecendo dentro de 3 possíveis compromissos: Pessoas – garantindo iniciativas e programas para a atração, contratação, desenvolvimento e engajamento de mulheres (essencial pensar em mulheres na sua pluralidade: negras, brancas, trans, bis, lésbicas, e tantas outras); Negócios – considerando o tema de equidade de gênero como um pilar fundamental da estratégia da companhia e que contribui diretamente para a sustentabilidade do negócio no curto, médio e longo prazo, influenciando a cadeia de valor e trabalhando a publicidade de forma representativa espelhando a sociedade; Comunidade – adicionando valor a vida das pessoas e da comunidade onde atuam, impactando positivamente, além de conectar e construir iniciativas que proporcionem mobilidade social e oportunidade iguais para que a transformação aconteça.

Ao promover essas agendas, empresas se tornam plataformas de empoderamento e auxiliam a formação de indivíduos mais conscientes, respeitosos, contribuindo para uma sociedade mais harmônica, plural, colaborativa e que avança na luta por direitos e oportunidades iguais.

Além de colaboradoras mais satisfeitas, engajadas, felizes e produtivas, a empresa se torna capaz de dialogar com diversos públicos e de criar produtos e serviços que atendam às demandas sociais – aos anseios das pessoas consumidoras. É um grande ganha-ganha.

Extrapolar os muros da empresa, gerar oportunidades e impulsionar a vida de mulheres em diversos sentidos é essencial. Um deles é a promoção da independência financeira, importante recurso para salvá-las de relações abusivas e situações sociais de risco. Dados de uma pesquisa de 2021 do Instituto Rede Mulher Empreendedora, apontam que três em cada dez mulheres já sofreram violência doméstica e 48% delas disseram ter conseguido sair da situação de vulnerabilidade quando conquistaram sua autonomia financeira. Um bom exemplo de como trabalhar o tema externamente, é o programa Mulheres com Propósito, criado em parceria entre FUNDES e PepsiCo, que tem como objetivo ampliar oportunidades para mulheres, abrir caminhos para a melhor estruturação do negócio próprio e contribuir com o planejamento profissional e financeiro. O projeto tem como meta auxiliar 2 mil empreendedoras até 2025 na jornada de mobilidade social e independência financeira.

E a minha reflexão vai além. Acredito que a equidade também impulsiona mulheres a ocuparem lugares que antes eram majoritariamente masculinos, como cargos em ciências, engenharias, matemáticas e tecnologia. Com a presença delas nesses espaços, ganhamos em inovação, diversidade de ideias e de soluções possíveis. E inspiramos outras mulheres e meninas a ocuparem esses lugares, com seus talentos únicos.

Trazer os homens para essa conversa é um passo fundamental, pois incluí-los no debate faz com que se comprometam e se responsabilizem com mudanças de mentalidade e de comportamentos padrões obtidos até aqui, e pratiquem atitudes em linha à valorização do potencial individual de cada mulher.

A partir dessas reflexões iniciais, qual o legado e o propósito? Abrir caminhos que tirem mulheres da invisibilidade, das situações de vulnerabilidade social e psicológica e trazê-las para diferentes perspectivas de carreira e futuro, sendo quem elas queiram ser e ocupando o lugar que desejarem. E todas as pessoas, dentro e fora das corporações, têm um papel importante na busca por esse grande projeto de sociedade com mais diversidade, pluralidade, equidade e inclusão.

Vamos juntas e juntos?

 

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