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Carta pede aumento de mulheres em conselhos de empresas brasileiras de capital aberto

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Foto de um grupo diverso de homens e mulheres em um escritório. Um mulher está em pé, no centro, enquanto os demais estão sentados ao redor de uma mesa.

As mulheres ainda são minoria nos conselhos de empresas brasileiras de capital aberto, aponta estudo feito pela consultoria Spencer Stuart. O levantamento, feito em 2020, mostra que apenas 11,5% das posições são ocupadas por elas e, quando considerado apenas as titulares (e não suplentes), esse número cai para 9,3%.

Com a proximidade da troca de cadeiras, cinco entidades que compõem o Programa Diversidade em Conselho, projeto que tem como objetivo promover a presença feminina nos colegiados, se reuniram para escrever uma carta conjunta, ao mercado, pedindo o aumento da diversidade de gênero.

“Como atores importantes nesse cenário e engajados com a causa, neste período em que os profissionais começam a ser selecionados para conselhos, pedimos que considerem promover mais diversidade (de gênero, cor, etnia, orientação sexual, formação, idade, região etc.) para os boards em que atuam, assim como gostaríamos que provocassem essa reflexão nos ambientes de governança pelos quais circulam”, diz o documento assinado por Gilson Finkelsztain, presidente da B3, a bolsa de valores do Brasil, Pedro Melo, diretor-geral do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Carlos Leiria Pinto, líder no Brasil da International Finance Corporation, Fernando Carneiro, sócio da consultoria Spencer Stuart e Marienne Coutinho, uma das líderes da Women Corporate Directors (WCD) no Brasil, e sócia da KPMG.

“Acreditamos que somente somando esforços seremos capazes de provocar mudanças efetivas no mercado com relação a esse tema tão importante para a governança das organizações e para a sociedade”, finalizam na carta, que coloca o Programa Diversidade em Conselho (PDeC) à disposição para indicar mulheres para as posições a serem preenchidas. Isso porque há bancos de conselheiras do PDeC e do WCD, além do banco de profissionais do IBGC, que contam com uma grande variedade de perfis e executivas com experiências diferentes.

Como ingressar no Programa Diversidade em Conselho

O PDeC é destinado, especialmente, para mulheres que tenham ocupado ou estejam ocupando posição de liderança, como executivas C-level, empresárias, investidoras e consultoras. Experiência profissional e competências comportamentais importantes para atuação em colegiados, além da disponibilidade para atuação imediata como conselheiras, caso surja uma oportunidade, são exigidas das participantes.

O edital com o regulamento do programa está disponível no site do IBGC. Durante o período das inscrições, ao abrir uma nova turma, as interessadas devem preencher um questionário on-line relacionado à sua formação, carreira, experiências e expertise. A partir das respostas, a Spencer Stuart faz uma pré-seleção.

A seleção de quem participará do programa é feita pelo comitê do programa, formado por membros das entidades organizadoras, e por profissionais convidados. O processo seletivo é feito com o objetivo de formar um grupo de mulheres com experiências variadas, que atuem em diferentes áreas, com formações acadêmicas distintas, além de garantir a diversidade étnica, entre outros aspectos.

Durante um ano, as participantes aceitas terão reuniões periódicas com mentores, encontros individuais, e participarão de eventos e debates sobre temas relevantes como responsabilidade dos administradores, mercado de capitais e gestão de riscos.

A turma que está em andamento teve início em outubro de 2020, e conta com 40 mentoradas e 40 mentores. A concorrência para entrar é acirrada – somente na última edição houve 761 inscritas, o que demonstra a vontade das mulheres em ocupar cadeiras em conselhos, reforçando a importância de iniciativas que possam prepará-las para assumir esses cargos.

Com informações do Valor Investe.

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