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Agenda ESG ganha espaço entre empresas que fazem parte da B3

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Foto de duas mulheres e dois homens em um escritório. Todos estão usando máscara de proteção cobrindo o nariz e a boca.

Apesar da diversidade ser cada vez mais discutida no ambiente corporativo, o tema ainda é pouco explorado pelas empresas que adotam a agenda ESG – do inglês Enviromental, Social and Governance, para aspectos ambientais, sociais e de governança – e que fazem parte da bolsa de valores brasileira.

Segundo dados da B3 (bolsa de valores oficial do Brasil), das mais de 430 organizações listadas, apenas 39 compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) 2021, que é uma ferramenta para análise comparativa de performance com relação à sustentabilidade corporativa baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

“Enquanto algumas companhias já começaram, de fato, a migrar o pensamento para um modelo de negócio mais adequado ao ESG, ainda existe uma parcela das empresas que estão apenas no começo dessa jornada, e outras que ainda confundem e resumem a sigla a práticas ambientais”, diz Marina Procknor, sócia da área de ESG da Mattos Filho, em entrevista à Folha de S. Paulo sobre o tema.

Com relação aos indicadores sociais, as participantes do ISE 2021 destacam que utilizam a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) como referências para o desenvolvimento de suas ações. Confira alguns dados apresentados:

  • 58% das companhias realizam discussões com a alta liderança sobre a promoção da equidade quanto à licença parental. Essa porcentagem era de 37% no índice formado em 2020;
  • 77% das empresas têm mulheres em seus conselhos de administração. O número permaneceu o mesmo do ano anterior;
  • o número de negras e negros presentes nos conselhos cresceu de 3% para 5%;
  • 100% das participantes afirmaram estabelecer medidas disciplinares em caso de violação de direitos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero.

“As questões de ESG são muito complexas, e há um problema grande no mercado, pois empresas e investidores ainda não entendem a legitimidade do tema de diversidade. No Brasil, mais da metade da população é negra, o que sinaliza que a preocupação sobre questões de equidade racial deveria ser superimportante no país. Além disso, também precisamos pensar em outros recortes. Onde está a discussão sobre a inserção de pessoas transgênero, LGBTs ou mesmo de pessoas com deficiência?”, analisa Fabio Alpereowitch, co-fundador e gerente de portfólio da Fama Investimentos e conselheiro da WWF Brasil e do Global Reporting Initiative (GRI).

Com informações da Folha de S.Paulo.

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