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“A diversidade é um fato, mas a inclusão é uma escolha, e é nisso que precisamos focar”, afirma Felipe Balbino

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Foto posada de Felipe Balbino.

Construir um ambiente de trabalho onde cada pessoa possa ser quem verdadeiramente é, e ser valorizada por isso – uma das premissas que conduzem a jornada da Kimberly-Clark, multinacional norte-americana de produtos para cuidados pessoais e bem-estar, na promoção de um mundo mais diverso e igualitário. Dessa maneira, desde 2019, a empresa tem reforçado seu compromisso com ações para equidade de gênero e cuidados com as colaboradoras mães.

Mesmo sendo referência em equilibrar o número de mulheres em cargos de liderança, a organização tem como meta alcançar a paridade em 2031. Atualmente, a operação brasileira conta com 42% de líderes femininas. Em 2021, de todas as contratações, 47% foram de profissionais do gênero feminino e, nas posições administrativas, esse número é ainda maior, atingindo 86%. Especificamente em cargos de liderança, 81% das vagas foram preenchidas por elas. Já para os cargos de entrada na companhia, 69% de estagiários de graduação contratados são mulheres.

“Nós temos investido cada vez mais em nossa jornada de equidade de gênero, e com isso temos uma série de iniciativas que buscam potencializar a presença de mulheres na companhia,” diz Felipe Balbino, diretor de RH da Kimberly-Clark Brasil em entrevista ao Movimento Mulher 360.

“Invertemos a sigla D&I, que comumente é utilizada no mercado, para I&D, pois acreditamos que a diversidade é um fato, mas a inclusão é uma escolha, e é nisso que precisamos focar, em incluir pessoas diversas”, complementa.

Confira, a seguir, o conteúdo na íntegra.

MM360 – Nas operações da Kimberly-Clark Brasil, a força de trabalho majoritariamente feminina já é uma realidade, mas ainda há a meta de atingir a paridade de gênero em cargos de liderança. Quais são as ações para aumentar a participação delas no alto escalão?
Sem dúvida a nossa jornada de Inclusão e Diversidade, em especial quando falamos em equidade de gênero, é muito forte. Estamos focados em seguir trabalhando para contratar e promover mais mulheres, almejando que cada um destes talentos tenha a oportunidade de desenvolver sua carreira plenamente na Kimberly-Clark, além de contribuir para garantir a meta global de alcançar a igualdade de gênero até 2031. Acreditamos que a paridade de gênero em cargos de liderança ajuda a refletir a diversidade de consumidores, aumentando as chances de seguirmos liderando mudanças no que tange ao futuro da higiene e do autocuidado.

Nós temos investido cada vez mais em nossa jornada, temos uma série de iniciativas que buscam potencializar a presença de mulheres na companhia. Uma delas, por exemplo, é o movimento “Ela pode”, que lidera a ação “Women Mentoring Women”, cujo objetivo é conectar as mulheres com gestoras de outros níveis, visando o desenvolvimento de carreira dessas profissionais, e o acompanhamento da próxima geração de lideranças femininas em todos os setores.

MM360 – De que forma a empresa olha para as interseccionalidades de gênero para garantir que, assim como as mulheres brancas, as negras, com deficiência, lésbicas, trans, bissexuais, e em diferentes fases da vida, também possam desenvolver suas carreiras e terem oportunidades dentro e fora do mercado de trabalho?
Aqui na Kimberly, nós invertemos a sigla D&I, que comumente é utilizada no mercado, para I&D, pois acreditamos que a diversidade é um fato, mas a inclusão é uma escolha, e é nisso que precisamos focar, em incluir pessoas diversas. Somos uma empresa com forte DNA de inovação, e acreditamos que ela vem da diversidade de pensamentos, backgrounds, culturas e da riqueza que isso gera.

Ter times diversos, não somente com a maior presença de mulheres, mas também de pessoas com deficiência, de profissionais negros, com diferentes orientações sexuais e de gerações variadas é condição essencial do ponto de vista humano, mas é condição fundamental para garantir diversidade de ideias, criatividade na solução de problemas e gestão de complexidade. E, ao final, determinante para o desempenho positivo dos negócios, das organizações e da sociedade.

Temos trabalhado muito para contribuir com um ambiente de trabalho onde cada pessoa possa ser quem verdadeiramente é e, de fato, seja valorizado por isso. Desde 2019, a companhia tem aprofundado suas iniciativas de inclusão e diversidade, promovendo a conscientização e o engajamento de colaboradores por meio de grupos multifuncionais, focados em cinco pilares: gênero, raça, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e gerações.

Além das iniciativas voltadas para cada um desses pilares, a companhia também estreitou parcerias com instituições que são referência no setor, como o Movimento Mulher 360, o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, e a Transpor, com o objetivo de promover uma cultura organizacional mais diversa e inclusiva, que reflita gênero, orientação sexual, raça, integração de gerações, pessoas com deficiência e diversidade em geral.

MM360 – Quais são as principais práticas, aprendizados e avanços da K-C dentro da agenda da equidade de gênero que podem ser destacados e servir de inspiração para outras companhias que desejam apoiar o desenvolvimento das mulheres em diferentes níveis?
Quando olhamos para equidade de gênero, especificamente, nós temos uma série de iniciativas que buscam potencializar a presença de mulheres na companhia. Alguns exemplos de que nos orgulhamos são o programa Ela pode, que tem como objetivo fomentar, promover e acompanhar o desenvolvimento profissional e o networking das mulheres na América Latina; o projeto Women Mentoring Women, que tem o propósito de conectar mulheres líderes de nível sênior com gestoras de outros níveis; e o Woman in Leadership (WIL), que é uma iniciativa que mapeia mulheres líderes do mercado em um banco de dados à disposição do time de recrutamento e seleção.

Também podemos destacar nossas ações de apoio à maternidade, já que das mais de 1.300 profissionais do nosso time geral de colaboradores no Brasil, mais de 600 são mães. Sabemos que a dinâmica do retorno ao trabalho após o período de licença é muito importante.

Nesse sentido, temos feito um trabalho muito focado em reforçar a equidade, mas também apoiar essas profissionais, pensando em benefícios específicos que impactem positivamente suas vidas, como: licença maternidade estendida de quatro para seis meses, que se aplica também para casos de adoção, também há licença adicional para partos prematuros; possibilidade de levar acompanhante e bebê em viagens à trabalho até que a criança complete um ano; auxílio creche; espaços para amamentação, retirada e armazenamento de leite; um programa de acompanhamento materno chamado K-C Cuida Materna que auxilia durante toda a gestação, e isenção da coparticipação sobre consultas e exames durante o pré-natal e o puerpério. Além disso, contamos com uma série de benefícios que buscam apoiar a rotina familiar: política de trabalho remoto, sextas-feiras curtas, jornadas com horário flexível, entre outras.

Acreditamos que o trabalho da companhia não deve ficar restrito aos colaboradores. Por isso, fora da organização também nos empenhamos em incentivar a equidade e o empoderamento feminino. Além de iniciativas institucionais, também temos algumas frentes por meio das nossas marcas, como, por exemplo, o programa Primeiros Passos, da marca Huggies, que aconteceu no final de 2021, e apoio à aceleração de negócios liderados por mulheres, em parceria com o Google e B2Mammy.

MM360 – O engajamento da liderança faz toda a diferença para que as ações deixem de ficar no discurso da empresa, e façam, de fato, parte da rotina das equipes. De que forma você está comprometido com o desenvolvimento das mulheres no seu dia a dia dentro e fora da K-C?
Enquanto líder de RH de uma companhia como a Kimberly-Clark, entendo que toda a liderança precisa estar alinhada e engajada com esse objetivo para impactar as pessoas pelo exemplo, e, com isso, termos um objetivo maior em comum. A busca por melhores práticas, sejam elas sociais, ambientais, de governança, estão estimulando as empresas a serem agentes de transformação. A igualdade de gênero não é um movimento isolado de uma única empresa ou setor, e o papel de cada líder é reforçar iniciativas que auxiliem no desenvolvimento profissional das mulheres.

Além de todas as iniciativas que citei anteriormente, aqui na Kimberly-Clark nós fomentamos uma cultura inclusiva por meio de programas que promovem uma maior compreensão dos temas de diversidade, incluindo Mentoria Reversa para líderes seniores. Toda a liderança sênior da companhia tem metas atreladas aos resultados, além de participarem periodicamente de um comitê para avaliação e aprovação de ações e projetos.

Somos uma empresa pautada pelo cuidado e oferecemos carreiras que permitem que as pessoas construam a vida que desejam, que sejam quem são, e tenham orgulho de trabalhar em uma companhia ética e transparente. Nosso objetivo é potencializar cada vez mais essas iniciativas, e proporcionar um ambiente cada vez mais inclusivo e justo para nossas pessoas, mas cuidando para que isso também se reflita na sociedade de maneira geral.

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