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Autonomia feminina deve ser a base do novo modelo de desenvolvimento sustentável

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulga estudo que afirma que a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres devem ser a base do novo modelo de desenvolvimento para a região.

De acordo com o relatório, a área está crescendo menos, e as desigualdades e a pobreza, aumentando. O número de mulheres sem renda própria diminuiu de 41,0% em 2002 para 27,5% em 2018. O percentual ainda é maior que o de homens na mesma situação (13,1%).

O informe reconhece que houve avanços na implementação de políticas públicas nas três dimensões da autonomia das mulheres: física, econômica e tomada de decisão. Mas ainda existem desafios a serem superados.

Um dos maiores é a divisão sexual do trabalho e a injusta organização social do cuidado. As mulheres da região passam três vezes mais tempo dedicadas ao trabalho doméstico e aos cuidados não remunerados do que os homens e são as principais responsáveis pelo cuidado dos idosos.

No informe, o Brasil foi citado como exemplo positivo. “No Brasil, há um reconhecimento institucional da atividade assistencial como um trabalho profissional. Em 2002, a atividade de ‘cuidadores profissionais’ foi incorporada no marco da nova Classificação Ocupacional Brasileira (COB)”.

Segundo a Cepal, é necessário redobrar esforços para elaborar políticas públicas de igualdade que reconheçam a contribuição feminina para a economia por meio do trabalho doméstico e de cuidados não remunerados, e que promovam uma distribuição mais justa das cargas de trabalho.

A Comissão defende ainda que, levando em consideração os desafios das transformações tecnológicas, demográficas e climáticas, os governos devem acelerar o cumprimento dos compromissos assumidos para alcançar a igualdade de gênero e a autonomia dessas mulheres.

Acesse o relatório, na íntegra, em espanhol.

Com informações da Agência Brasil.

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