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Mulheres alcançam cargos de liderança, mas são minorias na presidência das empresas

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Duas mulheres posam para a foto. A maior barreira para a equidade de gênero no mercado de trabalho está no cargo de presidência.

Mesmo com a apresentação de dados positivos, como o aumento de mulheres em cargos de liderança nos últimos dois anos – 23% das empresas têm mulheres em cargos de vice-presidência, 26% na diretoria e 16% nos conselhos administrativos, o cenário ainda sofre com lacunas significativas.

Somente em 13% das corporações têm a presidência ocupada por uma gestora, o que significa 2 pontos percentuais abaixo se comparado com levantamentos feitos no ano anterior.

O estudo  “Panorama da Mulher 2019” conclui que a maior barreira para a equidade de gênero no mercado de trabalho está no cargo de presidência. A probabilidade de uma mulher ocupar o cargo é 50% menor do que liderar como diretora e 60% menor do que ser vice-presidente.

O Brasil está, em comparação a outros países, em vantagem num contexto como esse. As presidências femininas são mais frequentes em companhias com sede no Brasil (18%), contrastando com Europa (6%) e  América do Norte (3%).

A pesquisa indica, ainda, que mulheres presidentes alavancam a equidade nos cargos de liderança, oferecendo perspectiva de crescimento econômico e boa reputação para a marca. Ter uma mulher presidente aumenta em 2,5 vezes a possibilidade de ter outras mulheres na liderança e em 4 vezes a possibilidade de mulheres nos cargos de conselho.

“As mulheres sofrem com os vieses inconscientes. Por isso é importante que a liderança feminina esteja presente dentro dos conselhos administrativos. Quanto maior a participação delas, maiores serão as chances de elas se tornarem presidentes”, afirma Regina Madalozzo, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero do Insper.

Fonte: Época Negócios