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Mulheres recebem 17% a menos que os homens por hora de trabalho

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O relatório “Mulheres no mundo do trabalho: desafios pendentes para uma equidade efetiva na América Latina e no Caribe”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aponta que a igualdade entre os gêneros avança a passos lentos nessa região do mundo.

A ascensão feminina, que vinha aumentando no mercado de trabalho, desacelerou após o ano 2000. A taxa de participação delas em 2017 estava em 50,3% enquanto a deles era de 75%. No caso do Brasil, elas representavam 52,3% da força de trabalho enquanto eles, 72%.

O relatório aponta ainda que, para cada hora trabalhada, as mulheres são remuneradas com um salário, em média, 17% inferior ao dos homens com a mesma idade, nível educacional, presença de crianças em casa e tipo de trabalho. Considerando os anos de 2012 a 2017, o gap salarial caiu de 2 a 3 pontos percentuais.

A participação de mulheres no ensino superior excedeu a de homens na região. De acordo com o levantamento, considerando os nascidos em 1990, 40% das trabalhadoras são formadas, em comparação com 25% do público masculino.

O documento destaca como fator limitante para o progresso delas no mercado de trabalho a distribuição desigual das tarefas domésticas, uma vez que elas são responsáveis por 80% das atividades. Reforça ainda que melhorar essa divisão é, provavelmente, a mudança cultural mais importante para o progresso na igualdade de oportunidades.

A OIT apresenta ainda no relatório uma série de conclusões e recomendações de como enfrentar o desafio de acelerar a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Clique aqui para ler na íntegra o relatório (em espanhol).