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Grupo M.Ã.E presta consultoria de acolhimento materno para empresas

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“Entre trabalhar feliz e ser presente na criação dos filhos, fique com os dois”. Esse é o lema de Lia Castro e Carmem Madrilis, sócias e idealizadoras do Grupo M.Ã.E – rede de profissionais que auxilia, capacita e apoia pessoas que decidem empreender a partir da maternidade. A plataforma, que possui mais de 50 mil interessadas em conteúdos que relacionam maternidade e carreira, já ajudou diretamente mais de 3 mil mães no último ano.

O sucesso do projeto pode ser explicado por meio de números. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, em 2016, 50% das mulheres perdem o trabalho após terem filhos. Já o estudo The Labor Market Consequences of Maternity Leave Policies: Evidence from Brazil, também de 2016, apontou que, para aquelas que tiram seis meses de licença, há uma probabilidade maior de continuarem empregadas um semestre após a licença. No entanto, essa vantagem é reduzida a zero após um ano.

“Temos trabalhado com mães que saíram do mercado tradicional, após a maternidade, em busca de trabalhos que permitissem estar próximas dos filhos e ainda assim ter uma carreira rentável e produtiva. Ao longo desse processo ficou claro para nós que a imensa maioria dessas mulheres que optam por empreender, tanto em novos negócios como em sua força de trabalho como freelancer, fazem isso como alternativa à falta de acolhimento ao momento em que viviam nas empresas que trabalhavam”, explica Lia Castro.

Ao conhecerem as histórias das associadas ao M.Ã.E, as fundadoras do grupo observaram que era comum essas mulheres deixarem seus cargos no ápice de suas carreiras. Muitas delas, inclusive, estavam em posições expressivas e em ascensão profissional.

A partir dessa análise, Lia conta que houve uma aproximação com as empresas para entender o outro lado.

“Ao nos aproximar das empresas, ficou claro que elas querem manter essas mulheres em suas posições e estão em busca de políticas que façam com que essas colaboradoras queiram ficar. Percebemos então que todo mundo perde quando uma mãe deixa o seu emprego, tanto a empresa quanto a colaboradora, e mais do que isso: que é impossível falar de diversidade, de equidade de gênero e equiparação salarial sem falar de acolhimento à maternidade”, afirma.

Com o objetivo de auxiliar as empresas a criarem práticas de retenção de mulheres pós-maternidade, foi criado o Grupo MÃE Corporate. Trata-se de um aplicativo que traz experiências pensadas para as necessidades das colaboradoras, dos gestores e do departamento de Recursos Humanos no relacionamento durante a gestação. Além dos conteúdos desenvolvidos pelas profissionais como um storytelling entre gestor e colaboradora, também é disponibilizado, na plataforma, espaço para inclusão dos programas já praticados pela empresa.

“Existem muitas iniciativas internas para tentar reter essas mulheres no mercado de trabalho, mas nenhuma que una tecnologia por meio de app com análise de dados e inteligência artificial ao calor humano (thik data – o racional HUMANO da nossa equipe composta por mulheres que são mães) para ajudar o RH na leitura dos dados, transformando-os em ações que gerem proximidade, credibilidade e confiança no dia a dia dessas colaboradoras na empresa. Nossa solução aproxima colaboradora, gestores diretos e RH”, explica.

“Os conteúdos são todos pensados para as fases da maternidade que sejam mais vulneráveis profissionalmente: gestação, licença maternidade e adaptação na volta ao trabalho. A colaboradora começa a usar a solução ainda na gestação e até os 2 anos dos filhos”, complementa.