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Pesquisa revela principais dificuldades que impedem diálogos sobre gênero

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A pesquisa inédita “Derrubando muros e construindo pontes: como conversar com quem pensa muito diferente de nós”, realizada pelo Instituto Avon, em parceria com o Papo de Homem, revela que 5 em cada 10 brasileiros gostariam de ter mais diálogos com quem pensa muito diferente deles sobre temas de gênero. No entanto, apenas 2 em cada 10 buscam ativamente colocar a ação em prática com alguma frequência.

O estudo, que foi realizado com mais de 9 mil homens e mulheres entre 18 e 59 anos de todas as regiões do Brasil, mostra, também, quais são os sentimentos e os maiores obstáculos dos brasileiros na hora de interagir com outras pessoas quando o assunto é gênero. Agressividade, radicalismo, falta de energia e de empatia do outro lado foram algumas das barreiras apontadas pelos entrevistados.

Ao analisar as respostas dos participantes, os pesquisadores dividiram o grupo em três perfis: construtores de pontes, em trânsito e entre muros. A metade dos participantes fazem parte do grupo das pessoas “em trânsito”. São indivíduos com níveis intermediários de busca por diálogo e que acreditam na força do diálogo sobre temas de gênero. Apesar de não terem paciência em algumas ocasiões para falar sobre o assunto, e muitas vezes sentirem cansaço, essas pessoas costumam sentir alegria quando compartilham algo que o interlocutor ainda não sabia.

“Os brasileiros estão dispostos a dialogar com quem pensa diferente para contribuir soluções benéficas a todos. Precisamos de mais construtores de pontes, e criar espaços e oportunidades de diálogo é fundamental para que essa transformação ocorra. Dialogar não é acreditar que vai dar certo, é acreditar que vale a pena”, diz a coordenadora do Instituto Avon, Mafoane Odara, em entrevista ao portal R7.

Para ajudar as pessoas neste processo de transformação, o Papo de Homem produziu um minidocumentário (2019), com distribuição livre, que você pode assistir aqui.

Confira alguns resultados da pesquisa:

  • Para 70% dos entrevistados é positivo conversar sobre gênero com quem pensa diferente, no entanto apenas 20% realmente o fazem;
  • 64% afirmaram que o principal obstáculo é a agressividade que essas conversas costumam ter;
  • 52% sentem-se bem ao compartilhar algo que o outro não sabe, por dar a sensação de que estão contribuindo;
  • 58% compreendem o que significa feminismo, como movimento necessário de defesa e oportunidades iguais para homens e mulheres;
  • O apoio aumenta para 87% ao ser feita a mesma pergunta sem mencionar as palavras gênero ou feminismo.

Para ler o resultado completo da pesquisa e o “Guia para conversar com quem pensa muito diferente”, acesse a área de publicações do site do Movimento Mulher 360 ou clique aqui.