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Pesquisa aponta que mulheres têm salário menor mesmo nas funções em que são maioria

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Estudo inédito “Diferença do rendimento do trabalho de mulheres e homens nos grupos ocupacionais – Pnad Contínua 2018”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que mulheres ganham menos inclusive nas funções em que são maioria. Foram analisadas 56,4 milhões de pessoas, sendo 54,7% homens e 45,3% mulheres.

Segundo o levantamento, em 2018, a média salarial das mulheres com idades entre 25 e 49 anos de idade foi de R$ 2.050, o que equivalia a 79,5% do recebido pelos homens do mesmo grupo etário. A média recebida por eles foi R$ 2.579. Quando se analisa a hora trabalhada, o gap salarial é de 91,5%. Elas recebem, em média, R$ 13 por hora de serviço, enquanto eles são remunerados com R$ 14,2.

No grupo dos trabalhadores de apoio administrativo, mulheres representam a maioria, preenchendo 60% das vagas. No entanto, quando analisados os salários recebidos por elas nestas ocupações, o equivalente é de 86,2% da remuneração deles.

Na área de cosméticos, os homens são minoria, mas segundo o estudo, ganham mais. A remuneração recebida por elas foi o equivalente a 66,2% da renda deles.

Em cargos de diretoria e gerência, o gap salarial também continua. As mulheres recebem 71,3% do salário deles. Em termos de representatividade, elas ocupam apenas 41,8% dos cargos de liderança.

A pesquisa também levou em consideração a cor ou raça da população. O rendimento médio dos que se declararam da cor preta ou parda, correspondia, em média, a 60% dos declarados brancos.

Conteúdo produzido com informações do Estado de Minas.