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G20 recebe documento com recomendações para equidade de gênero

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Crédito: Ana Fontes

No início de outubro, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, representando os chefes de estado do G20, recebeu o Comunicado Final do Women 20 sugerindo ações pela igualdade de gênero. O documento foi aprovado pelas 65 delegadas que fazem parte do grupo.

Depois de um ano de diálogos internacionais, o Comunicado Final dá diretrizes para que o G20, grupo que reúne as principais economias mundiais, crie políticas em quatro áreas de ação para o empoderamento feminino: financeira, trabalhista, digital e desenvolvimento rural.

Além disso, foi exigida também a criação de planos nacionais com prazo e resultados monitorados e medidos permanentemente. Com essas informações, deverá ser feita uma base de dados globais integrada para que seja possível verificar os avanços e os retrocessos em relação ao tema.

Os países do G20 deverão levar as discussões de gênero para outros grupos de engajamento.

“Os problemas, entraves e necessidades das mulheres ficam mais fáceis de enxergar, de analisar e de compreender quando se produz um documento como esse, que soma em uma página e meia de texto, medidas que podem realmente transformar a situação nos países do G20, e inspirar todos os outros com os avanços”, afirmam Ana Fontes, fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora e delegada líder do Brasil no W20, e Júnia Nogueira de Sá, delegada do W20.

Confira as principais recomendações do W20 nas áreas financeiras e trabalhistas:

  • Para aumentar e desenvolver a participação feminina no mercado de trabalho, há cinco propostas, dentre elas, o destaque para a implementação de políticas para licença parental obrigatória até 2025. A iniciativa quer promover a responsabilidade compartilhada dos cuidados e um melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho;
  • Eliminar todas as formas de discriminação contra a mulher, incluindo equidade salarial para trabalhos de valor igual;
  • Estabelecer padrões para acabar com a violência e o assédio nos ambientes de trabalho, considerando também ataques on-line, além de garantir igualdade de acesso à justiça.

Já para o empoderamento econômico, foi proposto que as mulheres tenham acesso igualitário a crédito, bens, capitais e recursos. Para que elas possam entrar na cadeia de valor, um compromisso de aumentar em pelo menos 10% os contratos públicos com empresas pertencentes ou lideradas por mulheres foi destacado.

“Nem tudo será resolvido de forma rápida, porque estamos tratando de questões milenares, estruturais e culturalmente arraigadas quando falamos de igualdade de gêneros. Mas é preciso acreditar que um passo de cada vez, e na direção certa, pode nos levar a uma sociedade mais justa e melhor. A meta do W20 é que um dia o grupo possa deixar de existir por ter se tornado obsoleto num mundo de igualdade entre todos”, complementam as delegadas do W20.

Acesse o Comunicado Final do Women 20 na íntegra: http://bit.ly/2C7Lzom