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Pesquisa aponta que filhos de mães que trabalham fora se tornam adultos felizes

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Estudo feito por pesquisadores da Harvard Business School constatou que crianças criadas por mulheres que têm uma carreira, quando adultas, podem ser grandes empreendedoras no trabalho. Também foi concluído que elas são tão felizes quanto as que tiveram a presença das mães no lar durante a infância. No entanto, filhas de mães que trabalham fora geralmente têm melhor desempenho em suas carreiras, ao contrário das que cresceram com as mães em casa.

“Quando mulheres trabalham, é uma escolha financeira ou pessoal. Elas não devem pensar se estão prejudicando os filhos por isso, porque não estão”, afirmou Kathleen McGinn, professora de Administração de Empresas da Cahners-Rabb, que liderou a pesquisa.

Há três anos, McGinn e colegas receberam críticas quando outras descobertas semelhantes foram publicadas através de um artigo no The New York Times. Entre elas, estavam indicadores de que adultos cujas mães trabalhavam fora estão inclinados a trabalhar por conta, possuem mais responsabilidade de auto supervisão e salários mais altos se comparados com aqueles cujas mães ficaram em casa.

“Muitos criticaram o estudo como uma ‘guerra de mães’, mas o mais comum foram mães que sofreram com a culpa, insegurança e críticas alheias. Apesar disso, descobriram que nossos resultados são boas notícias”, revelou McGinn.

Depois da divulgação dos resultados, a pesquisadora se uniu a Mayra Ruiz Castro, da Kingston University, no Reino Unido, e Elizabeth Long Lingo, do Worcester Polytechnic Institute, para um outro conjunto de dados internacionais a fim de garantir que as conclusões  pudessem ser disseminadas ao longo do tempo para outras partes do mundo.

Outro fator positivo é que mães empregadas moldam atitudes de gênero em seus filhos e dão a eles modelos para seguir. Quando eles crescem, geralmente seguem as pegadas de suas progenitoras.

Confira as principais descobertas do estudo:

  • Filhos de mães empregadas têm mais opções de educação do que aqueles cujas mães não estão empregadas;
  • Taxas de emprego de filhas adultas são afetadas pelos empregos de suas mães, mesmo que elas possuam ocupações/trabalhos de alto ou baixo cargo. Apenas mulheres cujas mães trabalham em empregos de média ou alta qualificação são mais propensas a cargos de supervisão;
  • Para meninas, ver outras mães empregadas pode impactar em suas atitudes e habilidades. Para os meninos, suas próprias mães e mulheres na comunidade são complementos, um reforça o outro.

A pesquisadora McGinn espera que, com a divulgação do estudo, as mães com carreiras que se sentem em conflito quando se desprendem de seus filhos para irem trabalhar, possam ter uma visão de longo prazo da vida adulta das crianças e adolescentes.

Este é, inclusive, o conselho que filhos adultos de mães executivas deram ao serem questionados a respeito. Disseram que não é preciso se preocupar, porque ficará tudo bem.

Confira a pesquisa na íntegra publicada pela Harvard Business School: https://hbs.me/2B1FDyl