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Certificação Equal Pay apoia empresas no processo de equidade salarial entre gêneros

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Estudos do IBGE comprovam que o rendimento das mulheres é 22,9% menor que o dos homens. Dados levantados pela empresa PwC, associada ao Movimento Mulher 360, de um Benchmarking de Capital Humano com a participação de companhias que representam 1,7 milhões de trabalhadores e 36% do PIB brasileiro reforçam esta mesma desigualdade.

“Em nosso benchmarking observamos que as empresas avançaram neste tema, tendo um crescimento maior do custo total de pessoal per capita para as mulheres (14,8%) acima do crescimento dos homens (10,7%) entre 2015 e 2016, porém o GAP desta disparidade ainda é alto”, afirma Roberto Martins da área People & Organisation da PwC Brasil.

“As empresas brasileiras ainda possuem um longo caminho a percorrer e o primeiro passo é valorizar o tema e assumir que a disparidade salarial é algo que existe”, complementa o executivo.

Uma das medidas para reduzir as lacunas salariais entre homens e mulheres é a Certificação Equal Pay. A metodologia foi criada pela Universidade de Genebra, Suíça, com o objetivo de auditar as práticas de remuneração nas organizações.

A execução dos serviços de auditoria e compliance são feitos pela PwC. O processo é dividido em três etapas que revisam as práticas e políticas utilizadas na área de remuneração por gênero. Para prosseguir com a certificação, é preciso que a diferença salarial média seja inferior ou igual a 5%.

Após a empresa ser aprovada, é auditada in loco de acordo com os princípios ISAE3000, conduzida por auditores treinados (ISO9001 e SA000). São revistas, ainda, as atividades de RH e conduzidos diversos grupos focais com empregados de diferentes setores e níveis para confirmação da prática e visão abrangente do processo dentro da empresa.

Dependendo do resultado da revisão feita pela PwC, a empresa recebe o EQUAL-SALARY Certificate. A certificação é concedida pela EQUAL-SALARY Foundation e tem validade de três anos.

Neste período, são feitas duas auditorias de monitoramento para verificar se as organizações certificadas continuam comprometidas com a política de remuneração justa e não discriminatória para homens e mulheres.

“Ter a certificação garante que a empresa vá além do discurso e consiga demonstrar, na prática e para o mercado de uma maneira ampla, que passou pelos mais rigorosos testes para provar este discurso”, avalia Martins.

Ao mesmo tempo que presta auditoria para a certificação de equidade salarial, a PwC se preocupa em manter os processos internos em dia.

“Nesse ano, a PwC Brasil se prepara para fazer mais uma análise da sua política salarial. Apesar de já ter um olhar criterioso para a igualdade de oportunidades, fará um movimento adicional para avaliar o cenário interno sobre a perspectiva de equidade salarial. Esperamos, com esse trabalho, fortalecer ainda mais nossa estratégia de diversidade e inclusão e promover as mudanças necessárias para atingir este objetivo,” conta a sócia responsável pelo tema Equidade de Gênero na PwC Brasil, Maria José Cury.