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Economias mundiais crescem mais rapidamente com mulheres no mercado de trabalho

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Mais de 2,7 bilhões de mulheres enfrentam restrições legais na escolha de suas atividades profissionais no mundo. A informação está na quinta edição do relatório “Mulheres, Empresas e o Direito 2018”, lançada em maio pelo Banco Mundial. Os dados mostram como leis e regulamentos limitam a participação feminina na economia.

Segundo o BM, a percepção da importância do empreendedorismo e do emprego das mulheres aumentou significativamente, assim como a relação entre a igualdade de gênero na lei e nos resultados.

A análise do estudo foi realizada com base em dados recém-coletados relativos a: acesso às instituições, uso da propriedade, acesso ao emprego, incentivos ao trabalho, acesso aos tribunais, acesso ao crédito e proteção da mulher contra a violência. A edição atual expande a cobertura a 189 economias ao redor do mundo.

Estes dados mostram o desafio que as mulheres enfrentam na busca por oportunidades econômicas. Ao todo, 104 economias ainda impedem que mulheres exerçam alguns tipos de trabalho simplesmente por serem mulheres; em 59, não há leis contra o assédio sexual no ambiente de trabalho; e, em 18, o marido pode legalmente impedir a companheira de trabalhar.

Indicador de acesso ao emprego

Em economias com boa pontuação no indicador, mulheres ganham mais que homens, demonstrando que leis trabalhistas podem encorajá-las na busca por um emprego formal e aumentar seu potencial de remuneração.

As análises englobam políticas que afetam a capacidade de a mulher trabalhar, perspectivas profissionais, potencial de remuneração, crescimento na carreira e equilíbrio entre o trabalho e família.

Vale lembrar que, segundo o estudo, as economias crescem mais rapidamente quando há participação feminina no trabalho.

Incentivo ao trabalho

Governos devem promover o equilíbrio entre a responsabilidade familiar e profissional, apoiando a mulher na volta ao trabalho após o nascimento de um filho, por exemplo. As regras de imposto sobre a renda e o apoio para educação e cuidado infantil na idade adequada podem afetar a decisão de as mães entrarem ou permanecerem no mercado de trabalho, assim como a facilidade, o custo e a disponibilidade dos serviços de cuidado infantil podem afetar a decisão de trabalhar fora de casa.

Desta forma, a assistência pública às crianças pode gerar oportunidades para que mulheres entrem no mercado, como por exemplo, nas economias da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)e a forte correlação entre a disponibilidade de serviços de cuidado infantil para crianças de até cinco anos e os índices de emprego de colaboradoras com filhos pequenos.

Mais de dois terços das economias cobertas pelo estudo “Mulheres, Empresas e o Direito”oferecem diretamente estes serviços ou subsidiam serviços privados. Na Finlândia, por exemplo, é oferecido apoio à educação infantil municipal desde o momento em que o período de licença-maternidade e parental encerra até o início do ensino primário. Como alternativa, pais podem matricular filhos em creches privadas, cujos custos são cobertos pela Instituição de Seguro Social, por meio do Benefício de Creche Privada. Em outros países, como Gana, Brasil e Costa Rica, a educação infantil é gratuita e obrigatória a partir dos quatro anos de idade. Tais políticas podem tornar o cuidado infantil mais acessível e permitir que pais e mães trabalhem.

Acesse o relatório Mulheres, Empresas e o Direito 2018 na íntegra.