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Estudo do IBGE afirma que trabalho doméstico impede um terço das jovens de trabalhar ou estudar

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Pela primeira vez, o IBGE investigou os motivos que levam os jovens a não trabalhar ou estudar no Brasil. Entre os dados, que foram divulgados no dia 15 de dezembro pela pesquisa “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2017”, destaca-se a parte que envolve homens e mulheres no que diz respeito ao trabalho doméstico.

O estudo apontou que aproximadamente um terço das mulheres de 16 a 29 anos que não estudavam ou trabalhavam em 2016 justificaram que não fazem essas atividades por cuidarem dos afazeres domésticos, de parentes e/ou filhos. Já o número de homens que alegou o mesmo motivo é de 1,4%.

Quando o foco é na relação de diferença de gênero, 19% dos homens não estudam nem trabalham. As mulheres chegam a 32,7%. O número é ainda maior quando mostra a situação das mulheres negras: 37,6%. Nessa mesma condição, o percentual de homens brancos é de 16,4%.  O relatório afirma que uma jovem preta ou parda possuía 2,3 mais chances do que um jovem branco de não estudar nem estar ocupada em 2016.

Para o público formado por mulheres com idade entre 16 e 29 anos, 34,6% alegaram não trabalhar ou estudar para cuidar do lar ou de seus moradores. A outra porcentagem (32,1%) afirmou que não havia emprego na localidade. A parte final está distribuída entre outros motivos, como gravidez e doenças, aguardava a resposta de uma entrevista, não conseguia ocupação adequada, era muito idoso ou jovem para determinada vaga.

No caso dos homens com a mesma faixa etária, 44% daqueles que não trabalhavam ou estudavam alegaram falta de emprego na localidade. Já o número daqueles que aguardavam a resposta de uma oportunidade era de 13,6%. A parcela de homens que não trabalhavam para cuidar de serviços de casa era de 1,4%.

Com informações da Folha de S. Paulo