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15 dicas de livros, filmes e séries sobre racismo e feminismo negro

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No Brasil, as mulheres negras formam o maior grupo da população. Representam 28% dos brasileiros, segundo o IBGE. Ultrapassam os homens brancos em cerca de 17 milhões de pessoas e representam 24% da força de trabalho do país.

No mercado de trabalho são as mais impactadas com o desemprego, e as que recebem salários menores. Segundo pesquisa do Instituto Ethos, 8,2% delas ocupam cargos de supervisão e apenas 1,6% de gerência.

Para ampliar a discussão sobre equidade racial e de gênero, o Movimento Mulher 360 elaborou uma lista com indicações de livros, filmes e séries sobre racismo e feminismo negro, e somamos as indicações de Lisiane Lemos, gerente de novos negócios do Google.

Confira!

Livros

Mulheres, Raça e Classe (1981)
Escrito pela professora e filósofa Angela Davis, o livro é considerado um clássico sobre interseccionalidade de gênero, raça e classe. Nele, a autora traz o panorama histórico e crítico da luta feminista, antirracista e antiescravagista. É considerado fundamental para quem quer entender o feminismo negro e a questão machista e racial em todos os tempos históricos.

Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil (2015)
Sueli Carneiro publicou entre 2001 e 2010 inúmeros artigos na imprensa brasileira. Seu livro “Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil” é uma coletânea dos melhores textos desse período. Nele, a autora faz uma reflexão sobre como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

Explosão feminista (2018)
Heloisa Buarque de Hollanda, um dos nomes mais importantes na área cultural e nos estudos de gênero no Brasil, aponta os pontos de convergência e divergência entre os muitos feminismos que compõem o cenário brasileiro atual.

O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras (2018)
Considerada uma das mais importantes feministas negras da atualidade, Bell Hooks aborda a visão e política do movimento feminista. Seu compromisso é combater o sexismo e qualquer forma de opressão.

Pensamento feminista negro (2019)
Escrito pela socióloga Patricia Hill Collins em 1990, é uma referência quando se fala em estudos de gênero e raça nos Estados Unidos. A autora mapeia os principais temas e ideias tratados por intelectuais e ativistas negras como Angela Davis, Bell Hooks, Alice Walker e Audre Lorde, e assim faz um panorama do feminismo negro com referências de dentro e fora da academia.

Pequeno Manual Antirracista (2019)
Neste livro, a filósofa e ativista brasileira Djamila Ribeiro trata de temas como as origens do racismo e como combatê-lo. Aponta ainda que a prática antirracista é urgente e que se dá nas atitudes mais cotidianas. No mês de junho, a obra chegou ao primeiro lugar na lista de livros de não ficção mais vendidos no Brasil.

Racismo Estrutural – Feminismos Plurais (2019)
A partir do conceito que o racismo institucional vai muito além da ação de indivíduos com motivações pessoais, o autor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute como é o racismo na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.

Por Que Eu Não Converso Mais Com Pessoas Brancas Sobre Raça (2019)
Em 2014 a jornalista Reni Eddo-Lodge escreveu suas frustrações sobre os debates de raça e racismo no Reino Unido. O texto viralizou e outras pessoas também quiseram compartilhar suas próprias experiências. Ela decidiu se aprofundar na fonte desses sentimentos.

White Fragility: Why It’s So Hard for White People to Talk About Racism – em inglês (2019)
Raiva. Medo. Culpa. Negação. Silêncio. Essas são as maneiras como os brancos comuns reagem quando lhes é apontado que eles fizeram ou disseram algo que – sem querer – causou ofensa ou dano racial. Mas essas reações servem apenas para silenciar pessoas negras, que não podem ser transparentes com esses “brancos liberais”, correndo o risco de provicar reações emocionais perigosas.

Filmes e séries

Kbela (2015)
Curta-metragem brasileiro dirigido e roteirizado por Yasmin Thayná sobre a resistência das mulheres negras, o uso do cabelo natural e o processo de embranquecimento. “Kbela” foi selecionado em 2017 para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR), na Europa, e foi honrado com um prêmio da Academia Africana de Cinema (AMAA). Está disponível para download gratuito no site oficial, onde também é possível assistir por streaming.

What happened, Miss Simone? (2015)
Dirigido por Liz Garbus, conta a história da lenda do jazz e ativista pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, Nina Simone. O documentário também faz uma crítica ao universo musical que, muitas vezes, é misógino.

A Vida Imortal de Henrietta Lacks (2017)
O filme conta a história da mãe de Deborah Lacks, que morreu devido a câncer no colo do útero. Suas células viraram objeto de pesquisa da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, e contribuíram para o desenvolvimento de terapias para combater doenças como poliomielite, leucemia e mal de Parkinson. Porém, a identidade de Henrietta Lacks, que trabalhou como lavradora de tabaco, ficou esquecida durante muitos anos. O filme, que mistura as conquistas da ciência com questões raciais, culturais e éticas, se baseia no livro homônimo da jornalista científica Rebecca Skloot, um best-seller publicado em 2010.

Estrelas Além do Tempo (2017)
Baseado em fatos reais, o filme “Estrelas Além do Tempo” conta a história de três cientistas negras que trabalharam na NASA durante a década de 60 e colaboraram para a conquista espacial: Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Elas lidam com o racismo enraizado para crescer em suas carreiras.

A Vida e a História de Madam C. J. Walker (2020)
A série é baseada na história de vida de C. J. Walker (1867-1919) conhecida como a primeira mulher que se tornou milionária pelo próprio esforço nos Estados Unidos. Nascida em 1867, viveu como empregada doméstica e lavadeira até desenvolver um produto destinado ao crescimento de cabelo das mulheres afrodescentes. Walker se torna uma mulher influente, de forte incidência política, social e cultural. Sua trajetória também estimula reflexões sobre as várias estruturas de poder.

Minha História (2020)
O documentário é baseado na autobiografia “Minha História” da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Dirigido por Nadia Hallgren, o filme transcorre principalmente durante a turnê promocional do seu livro e mostra o encontro de Michelle com estudantes. É possível tirar insights para a carreira profissional assim como para as escolhas pessoais.

Com informações Claudia, El País, Folha de S.Paulo e Forbes.

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