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Startups incentivam a participação feminina nas áreas de STEM

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Oficina Meu Primeiro Bug realizada pelo PrograMaria. Créditos: Divulgação

A presença feminina na área de STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática), no Brasil, ainda é pequena. Apesar de 74% de meninas e mulheres terem o interesse em seguir carreira no setor, segundo levantamento pelo Girls Who Code, apenas 0,4% opta por estudar Ciências da Computação, o que reflete diretamente no mercado. O desafio é ainda maior quando se pensa na demanda de mão de obra qualificada para os próximos anos. A estimativa é de que até 2024 haverá vagas para 420 mil profissionais.

Muitas empresas têm o desejo de incluir mais mulheres em suas equipes, mas apresentam dificuldades no processo de recrutar e treinar essas profissionais. É neste cenário que startups, por meio de programas de treinamento e consultoria, têm ajudado as organizações a diminuir a disparidade de gênero no setor e criar ambientes mais acolhedores e atrativos para o sexo feminino. É o caso da PrograMaria e da MINAs (Mulheres em Inovação, Negócios e Artes), do Porto Digital.

A PrograMaria, que surgiu em 2015 com o objetivo de ensinar programação para elas e hoje tem como missão o empoderamento de meninas e mulheres por meio da tecnologia, apresenta soluções para as diferentes necessidades das empresas. A sua atuação vai desde o momento da sensibilização e formação de mais mulheres técnicas, ao processo de recrutamento e relacionamento com essas profissionais. Também organizam eventos como meetups sobre temas relacionados à carreira em TI, hackathons, programas de recrutamentos e a PrograMaria Summit.

“Seja para despertar o interesse, fomentar a formação de mais mulheres técnicas, ou para relacionar-se com elas e recrutá-las. Dentro do nosso portfólio, temos oficinas que ensinam programação front-end para mulheres sem conhecimento prévio e outra de experimentação em programação para despertar o interessa delas pela área. Além disso, temos a possibilidade de fazer módulos para empresas para treinamentos em tecnologias e ferramentas específicas”, explica Iana Chan, fundadora da PrograMaria.

Já a MINAs, iniciativa do polo de inovação Porto Digital (PE), além de sensibilizar mais mulheres a respeito da área, contribui para a formação de novas profissionais e auxilia as que já estão no mercado e as que voltaram recentemente a alavancar suas carreiras, por meio de cursos de atualização profissional. Por meio do MINAs in-company, o projeto ainda auxilia empresas a repensar e a transformar o ambiente corporativo para um local mais diverso e atrativo para elas.

“Para que as empresas tenham profissionais mulheres, é necessário que meninas despertem o interesse pela área ainda em idade escolar, que concluam sua formação superior, que construam um networking para se inserirem no mercado e que tenham uma rede de apoio para crescer em suas carreiras. Ou seja, é importante agir articuladamente (em ecossistemas) para lidar com uma cadeia de múltiplos problemas e é exatamente isso que o MINAs faz”, ressalta Natália Lacerda, da MINAs.