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Pesquisa afirma que o preconceito mais praticado no Brasil é o machismo

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Todas as formas de preconceito estão presentes no cotidiano do brasileiro. Entre elas, o machismo é o mais falado, não identificado e se materializa com o comentário: “Mulher tem que se dar ao respeito”. As informações são da pesquisa nacional inédita SKOL DIÁLOGOS, lançada no dia 9 de outubro pela SKOL, em parceria com o IBOPE Inteligência. O estudo aponta que comentários preconceituosos, mesmo que feitos sem perceber, continuam sendo reproduzidos diariamente pela sociedade. Apesar disso, apenas 17% dos entrevistados se reconhecem preconceituosos.

Realizado em todas as regiões do Brasil entre 21 e 26 de setembro com 2.002 pessoas, a pesquisa afirma que o machismo está presente no cotidiano de 99% dos brasileiros ouvidos. Entre os entrevistados, 61% já pronunciaram algum comentário machista, mesmo que alguns não reconheçam o preconceito.

O propósito da iniciativa é mostrar como o preconceito ainda está presente no cotidiano do país. Além disso, propõe a reflexão sobre as atitudes e comentários que podem gerar afastamento entre as pessoas, e encoraja o diálogo para promover mudanças de atitude.

O estudo teve, como base, quatro tipos de preconceito mascarados por frases usuais: machismo, estético, LGBTFOBIA e racial. Entre as perguntas, os entrevistados responderam se já ouviram ou disseram frases específicas, como “Pode ser gay, mas não precisa beijar em público”, “Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro”.

A publicação mostra que, embora 83% dos entrevistados se declararem não preconceituosos, 73% já fizeram algum comentário ofensivo – 7 entre cada 10 brasileiros já disseram alguma frase preconceituosa.

Apesar de 45% dos brasileiros e brasileiras conseguirem perceber o preconceito em frases ditas ou ouvidas em seu dia a dia, metade afirma não reagir ao ouvir um comentário preconceituoso. As mulheres reagem mais e correspondem a 60%. Já os homens detectam menos comentários preconceituosos: 57%.

Confira alguns destaques da pesquisa:

O preconceito mais praticado, sem ser notado, é o machismo:

• Machismo: 61%
• Racial: 46%
• LGBTQ: 44%
• Gordofobia: 30%

Frases preconceituosas apontadas como as mais faladas

• Mulher tem que se dar ao respeito – 49%
• Mulher no volante, perigo constante – 28%
• Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro – 26%
• Pode ser gay, mas não precisa beijar em público – 25%
• Ele(a) é bonito, mas é gordinho (a) – 25%
• Toda negra ou mulata tem samba no pé – 24%
• Isso é coisa de viado. É viadagem – 23%
• Ela não é mulher para casar – 22%

Expressões preconceituosas apontadas como as mais ouvidas pelos entrevistados:

• Mulher tem que se dar ao respeito 92%
• Mulher no volante, perigo constante – 90%
• Isso é coisa de viado. É viadagem – 88%
• Toda negra ou mulata tem samba no pé – 87%

 

 

  • po_si_ti_vi_da_de_

    Faltou o womanplaining, que é a junção das palavras woman(mulher) + complaining(reclamar), que basicamente resume as reclamações das mulheres no dia a dia em relação aos homens e suas misérias. É um retrato do que os guerreiros de justiça social e o feminismo se tornou nos últimos 5 anos: ao invés de reivindicar direitos e lutar por problemas que fazem sentido como o paygap, educação de adolescentes contra estupro e assédio para TODAS as mulheres, ficam reclamando de problemas simples como esses que afetam apenas partes de mulheres da alta classe média ou em países desenvolvidos. E mais, ainda ficam os importando para o Brasil, para “problematizar/lacrar” aqui também. É hilário!

    • Rê Soares

      faltou o chororo de machinho de ego frágil.

      • po_si_ti_vi_da_de_

        A palavra existe, vcs deviam ter a colocado na lista.

        • Karen Pierezan

          Você entendeu errado, querido. Ninguém falou que essas situações explicadas no texto são mais graves do que as que você citou. No entanto, merecem ser conhecidas e discutidas. Não minimize o problema dos outros só porque não é seu.