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Maridos atrapalham as carreiras das mulheres, e não filhos, diz estudo

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Foto de um grupo de jovens funcionários, dois homens e três mulheres, trabalhando. Eles olham para um documento em cima de uma mesa

Conciliar o sucesso profissional com a convivência em família ainda é uma tarefa desafiadora para a maioria das mulheres. Mas, ao contrário do que se imagina, não são os filhos os responsáveis por isso, e sim os maridos ou parceiros. Mesmo com toda a discussão sobre a equidade de gênero no mercado de trabalho, estudos diversos mostram que a ausência de suporte por parte do cônjuge é o principal fator para o impedimento do avanço feminino. Falta apoio nas decisões profissionais, valorização do papel delas em seus exercícios e até ajuda em casa.

Uma pesquisa publicada na “Harvard Business Review”, com cerca de 25.000 ex-alunos da Harvard Business School, com idade entre 26 e 47 anos, mostrou que, enquanto 60% dos homens se sentiam “extremamente satisfeitos” com suas experiências profissionais e oportunidades de crescimento, apenas 40% das mulheres pensavam o mesmo. Sendo que, do total de entrevistados, 83% eram casados.

O estudo tinha por objetivo analisar as aspirações de homens e mulheres graduados e capacitados para assumir posições de liderança em uma mesma escola e levantou questões importantes para entender por que a progressão na carreira das mulheres é diferente da dos homens. Apesar de a maioria acreditar que a priorização da família sobre o trabalho é a principal barreira para a ascensão feminina, os números revelaram que a priorização da carreira do homem é o maior fator para essa disparidade.

75% dos homens graduados responderam que, no futuro, esperavam que suas esposas assumissem a maior parte dos cuidados com os filhos e o lar. Quando questionadas sobre isso, cerca de 40% das participantes admitiram que já esperavam que a vida profissional deles prevaleceria. As entrevistadas ainda levantaram outros empecilhos para ascender profissionalmente, como a falta de mentoras influentes, a exclusão das redes informais e um ambiente de trabalho ou cultura organizacional inóspitos.

Para que as mulheres tenham melhores condições de escolha sobre como querem evoluir em suas carreiras, é primordial debater e ajudar a desconstruir essa cultura de priorização da vida profissional masculina, além da atribuição das atividades domésticas e cuidados familiares a elas. Esse é o caminho para reverter o cenário atual, no qual apenas 20% dos cargos de responsabilidade das 500 empresas mais importantes do mundo são ocupados pelo gênero feminino.

Com informações do El País, Harvard Business Review, Hypeness e Movimento Mulher 360.

Foto: Freepik

  • John Paarmann

    Hauahauahaua

    Isso tudo se resume a um único termo: frescura