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No ritmo atual, conselhos de empresas só terão paridade de gênero em 20 anos, diz pesquisa

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Foto de quatro mulheres e um homem reunidos em uma sala fechada. Há uma mesa grande e eles estão sentados em volta dela.

No Canadá, entre 2014 e 2016, o percentual de mulheres nos conselhos de administração das 53 maiores empresas listadas na bolsa do país subiu de 18% para 25%. Esse dado faz parte da última Análise Global de Diversidade em Conselhos (GDBA, na sigla em inglês) da Egon Zehnder, empresa de pesquisas que tem estudado o progresso (ou a falta dele) da presença de mulheres em conselhos de empresas nos últimos 12 anos. Ela analisou dados de 1.491 empresas de capital aberto em 44 países e revela que ocorreram avanços no mundo.

No ano de 2016, quase 19% das cadeiras em conselhos de grandes empresas eram ocupadas por mulheres. Isso significa um aumento de 5 pontos porcentuais na comparação com o que foi reportado em 2012. Os países europeus lideram o ranking – nove entre os dez países que mais aumentaram a participação das mulheres nos conselhos em 2016.

A pesquisa mostra que o cenário do Brasil é muito desigual e tem avançado a passos lentos: as mulheres estão em cerca de 7% dos conselhos – número que cresceu apenas de 1% de 2014 para cá. O percentual cai se forem desconsideradas as herdeiras das empresas: 3%. Devido a esse contexto, o Brasil está na lanterna do ranking ao lado de países como Emirados Árabes e Argentina (onde metade dos conselhos não têm sequer uma mulher).

Apesar dos avanços, o relatório afirma que “se o progresso continuar no ritmo que vimos globalmente nos últimos dois anos, vamos ter em média 3 mulheres nos conselhos das empresas em 2021, enquanto a paridade de gênero só seria alcançada em 20 anos.”

Fontes: Época Negócios e EXAME