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Estudo destaca baixa representatividade da mulher na sociedade brasileira

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Segundo o ranking mundial de desenvolvimento humano, divulgado no final de março pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil deixou de avançar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2015, mantendo o mesmo indicador e posição no ranking global (79ª entre 188 nações) em relação a 2014.

O relatório aponta a nota de 0,754 do Brasil (patamar considerado alto pela ONU), interrompendo um crescimento contínuo que vinha pelo menos desde 2010. O IDH é leva em conta dados de escolaridade, saúde e renda da população. Quanto mais próximo de 1, maior é o índice de desenvolvimento do país.

Já para o IDH ajustado à desigualdade – ou seja, considerando a diferença entre ricos e pobres – a nota brasileira cairia para 0,561, fazendo o País despencar 19 posições.

Desigualdade de gênero

O índice de desigualdade de gênero – que avalia as diferenças no empoderamento, na saúde reprodutiva e na atividade econômica – é um dos destaques da pesquisa. Aqui, o Brasil ocupa a 92ª posição entre 159 países, com indicador 0,414, atrás de Líbia (38ª), Malásia (59ª) e Líbano (83ª). O baixo número de mulheres no Parlamento e a alta taxa de gravidez na adolescência são alguns dos fatores que contribuem para esse desempenho. Outro indicador que evidencia a desigualdade: a renda per capita dos homens, por exemplo, é 66,2% maior que a renda das mulheres. Nos demais países analisados, essa média é de 24%.

A pesquisa afirmou, ainda, que a representatividade da mulher também é baixa no Congresso Nacional. O comparativo entre os números de cadeiras em parlamentos indica que as mulheres brasileiras ocupam somente 10,8% dos assentos, realidade inferior à média mundial (22,5%) e até mesmo à de países com IDH baixo, como a República Centro Africana, última colocada do ranking, que tem 12,5% de seu parlamento ocupado por representantes do sexo feminino.

Com informações do EL PAÍS e da Folha de S. Paulo