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Pesquisa mostra cenário da igualdade de gênero no trabalho

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Neste mês, a revista britânica “The Economist” divulgou seu quinto “Glass-ceiling Index”, um índice anual que mostra o cenário de 29 países em relação ao progresso da igualdade de gênero. O objetivo é revelar onde as mulheres têm as melhores chances de igualdade de tratamento no trabalho.

O índice combinou dados sobre participação na força do trabalho, representação em cargos seniores nas empresas, remuneração, ensino superior, assistência à infância e direitos de maternidade. Os direitos de paternidade entraram como medida adicional neste ano. A pontuação de cada país é uma média ponderada do seu desempenho em dez indicadores.

A revista mostrou que a tendência de melhora nas condições para as mulheres praticamente se estagnou entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – OCDE. Em 2005, 60% das mulheres estavam no mercado de trabalho. Dez anos depois, a porcentagem subiu para 63%. Já entre os homens, o porcentual se manteve em 80%, tanto em 2005 quanto em 2015.

Os países nórdicos – a Islândia (um recém-chegado ao índice), a Noruega, a Suécia e a Finlândia – alcançaram o topo global. A Finlândia tem a maior proporção de mulheres que passaram pelo ensino superior em comparação com os homens (49% das mulheres têm um diploma terciário e 35% dos homens). A diferença salarial entre homens e mulheres (6,3%) é inferior a metade da média da OCDE (15,5%). O Brasil não estava entre os locais analisados pela pesquisa.

Na prática, as mulheres que estão nos três países que lideram a lista têm mais chances do que os homens de ter um diploma universitário e fazer parte do mercado de trabalho. Elas compõem de 30% a 44% dos conselhos das empresas, enquanto a média de todos os membros da OCDE é 20%. E mais: as cotas de gênero em partidos políticos garantem que elas estejam representadas no parlamento.

Japão, Turquia e Coreia do Sul estão na outra extremidade do índice. Nesses países, as mulheres estão em apenas cerca de 15% dos parlamentos e são sub-representadas em cargos de direção. Na Coreia do Sul, apenas 2% dos diretores de empresa são mulheres.

Fontes: Época Negócios e The Economist