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Consulado da Mulher: incentivo e apoio para empreendedoras realizarem sonhos

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“Foi graças à oportunidade que tive de participar do Consulado da Mulher que consegui a base para colocar o meu sonho em prática”, afirma a Márcia Monteiro, empreendedora impulsionada pelo Instituto Consulado da Mulher, ação social da Consul, que colabora para mudar a realidade de muitas brasileiras por meio de ferramentas que fazem com que elas se sintam capazes e confiantes para empreender e ampliar seus negócios.

Após três anos de capacitação no instituto e muito estudo, em julho deste ano, Márcia empreendeu o sonho de ter o seu próprio restaurante, o café e bistrô Fio de Azeite, em São Paulo. O foco dela é na alimentação saudável e orgânica, temas que já colocava em prática na Oficina do Sabor, projeto antecessor em que ficou um ano. A Oficina são espaços de aprendizagem prática para as beneficiárias do programa em formatos de lanchonetes e cafeteria (as oficinas acontecem em locais que o Consulado possui escritórios Rio Claro/ SP, São Paulo/ SP, Manaus/ AM e Joinville/ SC). Apesar da experiência de longa data com a cozinha, foi com o Consulado que ela aprendeu como um restaurante funciona – da faxina dos banheiros até o fechamento do caixa.

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Márcia, empreendedora do Fio de Azeite. Foto: Consulado da Mulher.

Além da parte da dinâmica do negócio, Márcia destaca a filosofia do Consulado. “Hoje eu coloco em prática o que aprendi no Consulado, como a inclusão e empoderamento das mulheres. Tenho uma visão focada na economia solidária, que é sólida. Trabalho e dou oportunidades para batalhadoras que fazem acontecer”, conta.

Segundo Érica Zanotti, Coordenadora de Desenvolvimento de Programas Sociais do Instituto Consulado da Mulher, foram mais de 34 mil pessoas beneficiadas até o momento. “O perfil de participação mudou bastante. No início do projeto, elas não eram empreendedoras. Vinham para aprender alguma habilidade técnica (cozinhar, fazer artesanato, entre outras atividades). Hoje, entram mulheres que já estão fazendo e comercializando algum produto ou serviço.”

A atuação do Consulado acontece via dois tipos de assessorias: direta e indireta, que seguem a Metodologia de Gestão por Indicadores. Para explicar o funcionamento da iniciativa com mais detalhes, o Movimento Mulher 360 entrevistou Érica Zanotti, Coordenadora de Desenvolvimento de Programas Sociais do Instituto Consulado da Mulher. Confira!

Movimento Mulher 360: Primeiramente, o que a empreendedora precisa fazer para participar do impulso do Consulado da Mulher?
Érica: Todos os anos abrimos inscrições para os dois tipos de assessoria: uma que é realizada de forma direta e que atende mulheres de São Paulo e Rio Claro (SP), Manaus (AM) e Joinville (SC), lugares onde a Consul tem fábrica. Neste caso, o processo de seleção é aberto em fevereiro. As mulheres precisam já ter empreendido alguma vez além de atender aos requisitos de vulnerabilidade social, baixar, preencher e enviar a ficha. Uma dica é ficar de olho no nosso site.
Para a assessoria indireta, lançamos o edital para o Prêmio Consulado da Mulher anualmente, no dia 08 de março. Podem se inscrever grupos de mulheres (mínimo três pessoas) de todo o Brasil.

Movimento Mulher 360: Qual é a dinâmica de atuação da iniciativa?
Érica: Na assessoria direta, a equipe própria do Consulado da Mulher realiza as capacitações e oficinas com os grupos de empreendedoras. Já na assessoria indireta, via Prêmio Consulado da Mulher, a assessoria é realizada por um parceiro local, que é preparado para replicar a nossa metodologia, caso tenha desejo. Ambos processos duram dois anos.

Movimento Mulher 360: Como é feita a seleção de projetos para a Assessoria Direta?
Érica: As fichas são analisadas e as que atenderem aos critérios são convidadas para uma entrevista, seguida de atividade coletiva. Esta fase também é seletiva, baseada nos critérios de perfil empreendedor. As aprovadas iniciam as oficinas, cerca de 12 encontros onde elas trabalham características empreendedoras, a mulher no mercado de trabalho, o modelo de negócios através do método CANVAS e fazem um planejamento estratégico. Todas as participantes que completarem as oficinas e apresentarem o planejamento estratégico entram formalmente no processo de assessoria.

Movimento Mulher 360: Ao longo do programa, há uma preocupação com o aumento da autoestima das empreendedoras. De que forma isso é feito?
Érica: Trabalhamos sessões de gênero específicas com as empreendedoras, mas o aumento da autoestima vem principalmente de uma forma muito natural conforme elas vão ganhando mais conhecimento, se empoderando de seus negócios e aumentando o faturamento.

Movimento Mulher 360: Após o término da assessoria, o Consulado continua acompanhando as empreendedoras de alguma forma?
Érica: Elas entram no que chamamos de consultoria – fase em que elas podem pedir ajuda do Consulado da Mulher em temas de gestão de negócios conforme demanda ou necessidade.

Movimento Mulher 360: Qual é a importância e o grande diferencial da Metodologia de Gestão por Indicadores para o sucesso dos empreendimentos?
Erica: A metodologia é construída para empreendedoras incipientes, bem no início mesmo do processo, e que, em geral, tiveram pouco acesso aos estudos formais. Por isso, ela é muito lúdica e participativa, com jogos, vídeos, histórias e outras atividades práticas. Este é um dos diferenciais. O outro é a proximidade do educador social com a empreendedora, tirando dúvidas sobre os temas e auxiliando na utilização das ferramentas de gestão. O terceiro e não menos importante é o networking: inseri-las em grupo com outras empreendedoras que têm os mesmos desafios para trocar idéias, receitas e possibilidades é muito enriquecedor.

Movimento Mulher 360: Como costuma ser o feedback das empreendedoras após o término da assessoria?
Érica: Em geral, elas se sentem muito agradecidas e percebem mudanças em suas vidas ao comparar o antes e o depois da assessoria. Algo fácil de perceber se observado o aumento da renda de em média 50% entre antes e depois da assessoria. Neste ano, criamos uma inovação e fizemos um questionário de indicadores que será usado como instrumento para medir os resultados qualitativos e o impacto em suas vidas.